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Sereno, Autuori vence Muricy e tenta salvar era Juvenal no Morumbi

11 jul 2013 - 13h28
(atualizado às 13h28)
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A torcida do São Paulo pediu Muricy Ramalho, mas a diretoria preferiu Paulo Autuori. Campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes em 2005, o treinador teve seu retorno confirmado ao Morumbi nesta quinta-feira. Autuori, com contrato até o fim do próximo ano, deve ser o último treinador de Juvenal Juvêncio, com mandato até abril de 2014. 

O técnico da equipe carioca, Paulo Autuori, que aguarda reforços
O técnico da equipe carioca, Paulo Autuori, que aguarda reforços
Foto: Bruno Santos / Terra

Com a imagem desgastada junto aos torcedores são-paulinos pelas últimas temporadas sem títulos importantes, Juvenal buscava um treinador capaz de contemporizar o ambiente ruim, recuperar jogadores como PH Ganso e Luís Fabiano e ainda aproveitar os jovens das categorias de base. Claro, com resultados bons, também resgatar a empatia com as arquibancadas. 

Autuori, que deixou o Vasco, se encaixou perfeitamente nesses requisitos. O único campeão mundial pelo São Paulo vivo, já que Telê Santana conquistou os dois primeiros títulos, ele marcou época com as conquistas dos torneios que os são-paulinos mais apreciam. Na Copa Libertadores 2005, herdou um time bem montado por Emerson Leão, campeão paulista. E deu liga. 

Com Rogério Ceni no auge e Amoroso e Luizão entrosados no ataque, o São Paulo atropelou no mata-mata da Libertadores. Autuori manteve a estrutura de Leão e passou por Palmeiras, Tigres-MEX, River Plate e, enfim, Atlético-PR. No Japão, teve pela frente o Liverpool, e conseguiu o título mundial graças à grande exibição de seu goleiro e o gol marcado por Mineiro. 

No retorno ao Morumbi, sua missão vai além de manter uma base vitoriosa e fazer ajustes pontuais. A torcida são-paulina se ressente de títulos e a diretoria, pelo tamanho dos investimentos realizados nos últimos tempos, também quer voltar a ganhar uma taça importante. Além disso, deseja ver jovens das categorias de base no elenco. Caso, por exemplo, do meia Lucas Evangelista, 18 anos, já lançado por Ney Franco. 

O uso dos jogadores da base, por sinal, é um dos pontos principais para que Muricy não tenha sido escolhido pela diretoria. Em três anos no cargo, ele revelou três jogadores de verdade: Breno, Hernanes e Jean. Embora tenham enchido os cofres do clube, foi considerado pouco para um período tão longo. Superá-lo nesse quesito é mais um desafio de Autuori. 

Fonte: Terra
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