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São Paulo e FGoal: Justiça suspende retirada da empresa do MorumBis em nova ação da fornecedora

Antiga parceira, que havia desistido de outra ação judicial, volta a processar o clube para reverter rescisão por justa causa; clube reitera que o contrato não foi restabelecido e disse que vai buscar 'o direito de retirar todos os materiais da empresa que permanecem no MorumBis'

17 mar 2026 - 21h52
(atualizado às 21h52)
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A FGoal voltou a processar o São Paulo, após ter desistido de um primeiro processo. A Justiça de São Paulo já definiu que o clube não pode retirar materiais da empresa do MorumBis.

Procurado pela reportagem do Estadão, o São Paulo reitera que o contrato não foi restabelecido e disse que vai buscar "o direito de retirar todos os materiais da empresa que permanecem no MorumBis" (veja mais abaixo).

Diferentemente da primeira ação, a FGoal não cobra uma indenização (que era de R$ 5,18 milhões). O pedido é para que seja impedida a rescisão do contrato, que era válido até 2029 para a operação de alimentos e bebidas no MorumBis. A ação foi protocolada pelo Prates Garcia Costa Advogados Associados, que passou a representar a empresa logo antes da desistência do primeiro processo.

Em decisão liminar da juíza Luciane Cristina Silva Tavares, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, suspendeu o prazo da rescisão, que expirava em 6 de março. Por causa da data, o São Paulo havia iniciado uma operação de retirada dos materiais da FGoal do MorumBis. No despacho, a magistrada também proíbe esse movimento no momento.

São Paulo esperava contar com nova parceira já no sábado, mas não poderá tirar itens da FGoal do MorumBis.
São Paulo esperava contar com nova parceira já no sábado, mas não poderá tirar itens da FGoal do MorumBis.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

O São Paulo havia retirado itens como geladeiras, estufas, panelas e fogão por já ter uma nova parceira para a operação. Trata-se da GSH, que já trabalha no Allianz Parque e na Arena MRV. Neste momento, não há previsão de sanção para a ação do clube.

A Justiça ainda determinou que o São Paulo deve ter uma manifestação oficial em até cinco dias. O principal argumento para a suspensão da rescisão é que o clube notificou a empresa em fevereiro de 2026 com prazo de 30 dias, mas o contrato previa aviso prévio de 120 dias.

Veja a nota do São Paulo sobre a ação

O São Paulo Futebol Clube informa que tomou conhecimento da ação judicial e adotará as medidas cabíveis para proteger os direitos da instituição. O clube esclarece que o contrato com a FGoal não foi restabelecido. Nas próximas horas, a agremiação buscará reinstituir o. A instituição ressalta que aguardou além do prazo determinado para que todos os objetos fossem removidos.

Entenda a briga entre São Paulo e FGoal

A empresa havia sido contratada para operar a venda de comida e bebida em jogos no MorumBis em 2023 e passou a atuar também no clube social em 2024. Em fevereiro deste ano, o São Paulo solicitou rescisão por justa causa após verificar descontos em repasses da FGoal ao clube.

A FGoal disse que a gestão tinha ciência do movimento e argumentou que os valores se referiam ao serviço de TI e fiscais que monitoravam se apenas as maquininhas corretas estavam sendo usadas no clube social.

Ainda antes de o São Paulo romper com a FGoal, a empresa entrou na mira da força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que investiga o clube. Um inquérito foi aberto para apurar possíveis desvios feitos na conta vinculada às maquininhas de cartão.

A FGoal existe desde 2019, mas abriu outro CNPJ quando passou a atender o São Paulo em 2023. O endereço da nova pessoa jurídica é no MorumBis. A empresa afirma que isso se deu por questões logísticas, para o recebimento de mercadoria.

Outras mudanças entre os dois CNPJs, envolvem o capital e as atividades de cada um. O primeiro, com serviços de marketing, aponta R$ 5 mil, enquanto o segundo, que passa a incluir a operação de venda de comida e bebida, tem o valor de R$ 50 mil.

A primeira ação judicial movida pela FGoal contra o São Paulo buscava evitar a rescisão, em liminar negada pela Justiça. A empresa cobrava R$ 5,18 milhões em lucros que seriam obtidos até 2029, prazo do acordo, além de danos morais e materiais.

Estadão
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