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São Paulo tem Massis e presidente do Conselho em nova rota de colisão e articulação por impeachment

Mandatário protocola solicitação de exclusão de Olten Ayres de Abreu Júnior do quadro associativo enquanto vê movimento contra a gestão

24 abr 2026 - 17h41
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Aliado de Júlio Casares, o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Júnior, não tem a mesma relação com Harry Massis Júnior, que assumiu após a renúncia do antecessor. Partiu de Olten uma discussão que tentava fazer com que o atual mandatário renunciasse. Agora, o movimento é contrário.

Massis protocolou um pedido de expulsão de Olten do quadro associativo. O presidente acusa o líder do Conselho de gestão temerária na sua atuação sobre a reforma estatuária do São Paulo, ainda em estágio inicial.

Quando Casares ainda era presidente, ele apresentou propostas de mudanças no estatuto que facilitariam a transformação do São Paulo em uma SAF e a separação do futebol do clube social. Olten encaminhou a sugestão à Comissão Legislativa do Conselho Deliberativo.

Harry Massis Júnior pauta expulsão de Olten e vê oposição articular seu afastamento.
Harry Massis Júnior pauta expulsão de Olten e vê oposição articular seu afastamento.
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

Ainda antes de um parecer, em 30 de março, Olten já havia criado uma comissão de conselheiros para discutir a reforma estatuária. Em contato com a reportagem do Estadão, ele enfatizou que o grupo tem autonomia para elaborar as propostas de mudanças. Entre elas, devem estar as já contempladas por Casares, o voto direto para eleição do presidente, voto do sócio-torcedor e a votação eletrônica.

Em 8 de abril, a Comissão Legislativa, composta por Luís Geraldo Sant'Ana Lanfredi, José Alberto Padin Iglesias e Wanderson Martins Rocha, foi contrária à proposta. Segundo Massis, isso deveria encerrar o trâmite.

A justificativa de Olten para manter a discussão viva é de que o parecer da Comissão Legislativa foi emitido após o prazo de 30 dias e, portanto, não era mais válido.

Em 10 de abril, o presidente do Conselho criou uma nova Comissão Legislativa, composta por Ives Gandra da Silva Martins, Daniel Dinis Fonseca e Jonathan Celso Rodrigues Ferreira.

O novo trio é quem deve analisar as propostas a serem apresentadas pela comissão da reforma estatutária. Para Massis, porém, há uma quebra do estatuto na insistência de um tema já rejeitado, ainda que após o prazo.

O pedido de expulsão de Olten foi recebido por ele mesmo, enquanto presidente do Conselho Deliberativo. Ele encaminhou a solicitação à Comissão de Ética, a mesma responsável pela indicação das recentes expulsões de Douglas Schwartzmann e Mara Casares.

O grupo vai avaliar o caso e emitir um parecer, podendo levar a situação a ser votada no Conselho Deliberativo. Um pedido de expulsão de Júlio Casares também tramita na comissão, após a reprovação das contas de 2025.

Oposição articula pedido de impeachment contra Harry Massis

Os bastidores ainda têm mais turbulência. Os conselheiros do grupo Salve o Tricolor Paulista encabeçam uma articulação por um pedido de impeachment contra o presidente Harry Massis. O processo segue o mesmo rito pelo qual passou Júlio Casares no começo do ano.

É preciso coletar assinaturas (cerca de 60) e protocolar o pedido. Depois, há uma votação, em que dois terços dos conselheiros (191) precisam aprová-lo, como aconteceu no caso de Casares.

O ex-presidente renunciou neste passo. Caso não houvesse deixado o cargo, Casares enfrentaria uma Assembleia Geral de sócios. Se o impeachment contra Massis for de fato protocolado e aprovado, esse seria o próximo estágio.

A articulação do pedido se apoia na acusação de gestão temerária. Entretanto, além disso, uma das motivações é que Massis fez parte da gestão de Casares. Quando assumiu, após renúncia do ex-presidente, ele disse que não iria concorrer na eleição deste ano. Nas últimas semanas, contudo, essa possibilidade foi levantada pela gestão.

Outro fator que aquece o bastidor foi uma notificação extrajudicial do São Paulo contra a Torcida Tricolor PCD, alegando uso irregular da marca do clube. O grupo tem entre suas lideranças a advogada Amanda Nunes, aliada de antigos opositores de Casares e que também são contrários a Massis.

Esse movimento jurídico, segundo o grupo, trata-se de uma "tentativa de intimidação". "O uso do símbolo do São Paulo sempre foi algo comum entre torcedores, organizadas e diversos projetos. Isso nunca foi problema antes. Por que agora?", questiona a Torcida Tricolor PCD, em nota.

Estadão
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