Presidente do São Paulo sai em defesa de Roger Machado e critica pressão da torcida: 'Lamentável'
Harry Massis respalda permanência do técnico e de Rui Costa, principal alvo de protestos dos torcedores
O presidente do São Paulo, Harry Massis, classificou como "lamentável" a pressão de parte da torcida que pede a saída de Roger Machado. O técnico foi vaiado nos últimos dois jogos em casa do time tricolor. A declaração do mandatário são-paulino veio nesta quinta-feira, 23, após reunião do Conselho Deliberativo.
"O que eu posso falar é que nós passamos um momento meio turbulento, a torcida não apoiando o técnico, que é uma coisa lamentável. Desestabilizou todo o grupo, até um pênalti nós perdemos, isso não é normal. Graças a Deus está melhorando, dando apoio aos envolvidos. São Paulo no sábado vai fazer um grande jogo em Campinas para que a gente traga mais três pontos", disse Massis, em entrevista ao Arquibancada Tricolor.
Apesar das vitórias em casa sobre o O'Higgins, pela Sul-Americana, e contra o Juventude, pela Copa do Brasil, o treinador sofreu com vaias das arquibancadas. Rui Costa, diretor executivo de futebol do São Paulo, responsável pela contratação de Roger após a demissão de Crespo, também foi alvo de protestos por parte dos torcedores, que pediram a saída do cartola.
Mesmo diante deste cenário, Massis afirmou que confia no trabalho do técnico e do dirigente e que ambos têm o respaldo da diretoria. Ele ainda disse que Roger não merece passar por este cenário.
"Sem dúvidas (estamos fechados com Roger e Rui). Quem está tocando sou eu, o presidente, o diretor Rui Costa e o Rafinha. E nós três estamos muito unidos e fazendo o melhor para o São Paulo. Quer queiram, quer não queiram. Nós estamos procurando fazer o melhor para o São Paulo, espero que a torcida entenda e nos apoie. E apoie ao Roger principalmente, que não merece o que está acontecendo com ele", completou.
Depois da partida sobre o time gaúcho, na terça-feira, Roger chegou a dizer que não vai entregar o cargo e que as críticas ao seu trabalho são injustas. Em 11 jogos no comando do São Paulo, o técnico soma 6 vitórias, 4 derrotas e 1 empate.
"O que eu diria, daria como exemplo para as minhas duas filhas, nesse momento de maior dificuldade, digamos assim, ou de pressão externa, que, em alguns momentos, me parece um pouco injusta, se eu desistisse? Eu não vou desistir. Sigo trabalhando firme e forte até quando o presidente, o Rui, entenderem que seja positivo", disse o treinador".
O próximo compromisso do São Paulo é pelo Brasileirão. No sábado, o time de Roger Machado enfrenta o Mirassol, às 21h (horário de Brasília), em duelo válido pela 13ª rodada.
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