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O áudio vazado que expôs a crise no São Paulo e blindou Roger Machado

Presidente admite dificuldades financeiras, descarta troca no comando técnico e revela bastidores envolvendo Dorival Júnior

11 mai 2026 - 18h45
(atualizado às 18h45)
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Roger machado comenta sobreo empate do São Paulo contra o Bahia.
Roger machado comenta sobreo empate do São Paulo contra o Bahia.
Foto: Ricardo Moreira/Getty Images / Esporte News Mundo

A derrota no clássico contra o Corinthians aumentou ainda mais a temperatura nos bastidores do São Paulo. O desempenho abaixo do esperado no Majestoso gerou novas críticas ao trabalho de Roger Machado, que já vinha convivendo com desconfiança de grande parte da torcida desde o início da temporada. Mesmo após um começo promissor no Campeonato Brasileiro, o Tricolor perdeu força na disputa pela liderança e começa a ver os primeiros colocados se distanciarem.

A atuação diante do rival foi considerada uma das mais frágeis da equipe no ano. Vulnerável defensivamente e pouco criativo no setor ofensivo, o time conseguiu balançar as redes principalmente em lances originados por falhas do Corinthians. O resultado aumentou a pressão sobre Roger, mas, apesar da insatisfação externa, a diretoria não pretende fazer mudanças imediatas no comando técnico.

Presidente admite cenário financeiro delicado e pede paciência

Quem tratou de esfriar qualquer possibilidade de demissão foi o presidente Harry Massis Jr. Em um áudio enviado a um amigo e posteriormente divulgado nas redes sociais, o mandatário fez um forte desabafo sobre a situação econômica do clube. Segundo ele, a realidade financeira impede qualquer movimentação mais agressiva no mercado, incluindo a troca de treinador.

No relato, Massis afirma que o São Paulo herdou dívidas pesadas de administrações anteriores e destacou os custos acumulados com multas rescisórias de antigos treinadores. Entre os nomes citados estão Dorival Júnior, Luis Zubeldía e Hernán Crespo. O dirigente ressaltou que o clube não possui condições de assumir novos compromissos financeiros neste momento.

Além disso, o presidente demonstrou preocupação com a expectativa criada em torno da equipe. Segundo ele, a prioridade do São Paulo é garantir vaga na próxima edição da Libertadores, sem alimentar um discurso de briga direta pelo título brasileiro. A fala repercutiu intensamente entre torcedores, principalmente pela sinceridade ao abordar os problemas internos vividos pelo clube.

Massis também comentou sobre a possibilidade de retorno de Dorival Júnior, nome constantemente pedido pela torcida após a conquista da Copa do Brasil de 2023. De acordo com o dirigente, o salário do treinador e de sua comissão técnica gira entre R$ 2,8 milhões e R$ 3 milhões mensais, valor considerado completamente fora da realidade financeira são-paulina atualmente.

Enquanto a pressão aumenta fora das quatro linhas, Roger Machado segue respaldado internamente e deve permanecer no cargo para os próximos compromissos decisivos da temporada. O primeiro deles acontece já na quarta-feira (13), quando o São Paulo enfrenta o Juventude, em Caxias do Sul, pela Copa do Brasil. Depois, a equipe encara o Fluminense pelo Brasileirão e recebe o Millonarios pela CONMEBOL Sul-Americana.

A sequência será determinante para aliviar o ambiente ou aprofundar ainda mais a crise que tomou conta do Morumbi nos últimos dias.

Esporte News Mundo
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