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São Paulo

Juvenal ameaça derrubar desafeto Aidar: "sou mais forte"

Ricardo Matsukawa / Terra
19 dez 2014
13h11
atualizado às 13h58
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A guerra política no São Paulo continua. Dois dias depois de o presidente Carlos Miguel Aidar atacar Juvenal Juvêncio em entrevista, o antecessor respondeu nesta sexta-feira. E prometeu orquestrar nos bastidores processo para tirar do poder o antigo aliado e hoje desafeto declarado.

<p>Juvenal deixou comando do São Paulo após três mandatos</p>
Juvenal deixou comando do São Paulo após três mandatos
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

"Se ele renunciar, rapidamente a gente resolve isso. Se não quiser renunciar, a guerra vai continuar. Senão, ele vai ficar magrinho. Ele já faz regime. Mas que ele não vai dormir direito, ele não vai. Se ele dormir é pior ainda, porque aí ele é insensível, aí não tem mais jeito", disse Juvenal, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

Na última quarta, Aidar convocou entrevista para esclarecer questionamentos da oposição a respeito da participação da namorada (Cinira Maturana) em contratos do clube - o acordo prevê 20% de comissão sobre cada negócio que ela agenciasse. O mandatário rebateu Juvenal, disse que nunca mais falará o nome dele em público e avisou que quem se aliar ao ex-presidente não terá vez na gestão.

<p>Aidar prestou esclarecimentos em relação a polêmicas recentes</p>
Aidar prestou esclarecimentos em relação a polêmicas recentes
Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press

"Eu é que o proibi de falar meu nome. Ele fala mentira para a imprensa! É só a imprensa pedir a fita (da reunião do Conselho Deliberativo, na segunda). Se a imprensa ouvir aquela fita, o que ele vai falar? O que você vai dizer em casa? Ele diz que eu quero mandar. Dê um dado, veja qual dia que fui ao São Paulo, ao Conselho. Nunca", falou, ameaçando o ex-amigo.

"Você (Aidar) é muito ruim, precisa largar para o São Paulo ser tocado para frente. O clube tem história. Você não pode turvar a história. Comigo, a guerra é pesada, devia saber disso. Tem que me enfrentar e não consegue, porque sou mais forte do que você em tudo", intimou Juvenal.

Para o antigo mandatário, Aidar tem ciúme e foi uma escolha ruim no momento da busca por um nome para a sucessão. "Errei muito. Não estou habituado a erros. Quando não se está habituado a erros, você comete um erro grande. Eu cometi um erro grande, agora preciso ver se recupero. Quem sabe ele não renuncia? Aí a gente faz uma coisa diferente, põe um cara mais competente. Cometi um erro danado, agora preciso recuperar isso. Acreditava nele, mas ele mudou. Não é o cidadão que conheci 24 anos atrás", observou Juvenal.

O mandato de Aidar se encerra apenas em abril de 2017. Na quarta, ciente da tentativa de Juvenal de tirá-lo do poder, ele se antecipou: "Hoje quem dirige o São Paulo são esses diretores e eu, na condição de eleito pelo São Paulo. Eu fui eleito por 140 conselheiros. Tenho mandato até abril de 2017 e irei cumprir até o fim. Estou cansado de ouvir besteira no corredor de duas ou três pessoas que ficam puxando o saco do ex-presidente. Chega, acabou".

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