Julio Casares é expulso do quadro de sócios do São Paulo
Presidente de janeiro de 2021 a janeiro de 2026 perde votação 223 votos contra cinco. Ele também é investigado pelo MP e Polícia Civil
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou a expulsão do ex-presidente Julio Casares por gestão temerária, somando 223 votos a favor e cinco contra. Alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, Casares já havia sofrido impeachment em janeiro. A Comissão de Ética identificou irregularidades financeiras em seu mandato, incluindo cerca de R$ 7 milhões em saques sem comprovação documental adequada e gastos pessoais indevidos de R$ 1 milhão no cartão corporativo do clube.
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou a expulsão do ex-presidente Julio Casares do quatro associativo. Em votação que terminou nesta quinta-feira (10), o órgão contou com 223 votos a favor e cinco contra.
Casares vinha enfrentando nos últimos meses um processo na Comissão de Ética do clube, que recomendou a expulsão ao Conselho Deliberativo. A alegação era por gestão temerária ou irregular. Além disso, o ex-mandatário tricolor também é investigado pelo Ministério Público e Polícia Civil.
Julio Casares comandou o São Paulo de janeiro de 2021 a janeiro de 2026, tirando o clube da fila de títulos com as conquistas do Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Supercopa Rei. No entanto, no início deste ano, sofreu impeachment e entregou o cargo em seguida. Assim, não teve o impedimento votado pelos sócios em Assembleia Geral.
Comissão aponta problemas na gestão
A recomendação foi elaborada pela Comissão de Ética e aprovada por unanimidade pelos cinco integrantes do órgão. O relatório cita aproximadamente R$ 7 milhões em saques realizados durante a gestão de Casares sem documentação considerada suficiente para esclarecer a origem, a finalidade e o destino dos recursos.
Outro ponto analisado envolve o cartão corporativo utilizado durante o mandato. De acordo com o levantamento, as despesas chegaram a R$ 1 milhão e incluíram pagamentos em restaurantes, uma casa de charutos e estabelecimentos de luxo. Além disso, a comissão defende a devolução de eventuais valores utilizados para fins particulares aos cofres do São Paulo.
A crise política envolvendo Casares ganhou força após denúncias sobre a comercialização de ingressos de um camarote do Morumbis durante shows. A Polícia Civil abriu investigação sobre o caso, enquanto conselheiros apresentaram um pedido de impeachment. Em seguida, Casares deixou a presidência em janeiro, antes da votação final dos associados.
A situação financeira também aumentou a pressão sobre o ex-dirigente. Em março, o Conselho rejeitou as contas referentes a 2025 apesar do superávit de R$ 56 milhões. O relatório apontou R$ 11 milhões em saques durante o período, sendo cerca de R$ 6,95 milhões sem comprovação adequada, classificados como despesas promocionais.
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