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Santos pagou quase R$ 3 milhões da venda de Geuvânio a intermediário

24 jun 2016 - 09h04
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Entre as 15 páginas do balancete apresentado pelo Conselho Fiscal santista na noite desta quinta-feira, em reunião do Conselho Deliberativo, na Vila Belmiro, o órgão apontou questionamentos e desaprovou a relação que a atual gestão do clube, comandada pelo presidente Modesto Roma Júnior, tem tido com intermediários diante de pagamentos relativos a direitos de imagem, luvas, venda ou renovação de atletas do Santos.

O documento apresentado, que se refere ao primeiro trimestre do ano vigente, revelou o pagamento de R$ 2.942.214,00 milhões a empresa Lets Goal Empreendimentos e Participações por causa da venda de Geuvânio ao Tianjin Quanjian, da China, em janeiro deste ano.

O negócio todo foi fechado em cerca de 11 milhões de euros. O Peixe, à época dono de 35% dos direitos econômicos do atacante, recebeu exatos R$ 17.162.915,00 milhões. O grupo de investimentos Doyen Sports detinha 35% e os empresários do atleta 30%.

Além disso, um membro conselho Fiscal participou da reunião que culminou na transferência de Geuvânio em uma noite que Modesto Roma Júnior teve problemas de saúde e precisou ser hospitalizado. Ainda assim, esse membro do CF relatou que nenhum representante da empresa Lets Goal esteve presente na tal reunião do desfecho.

O fato chamou atenção, principalmente diante do valor repassado pelo clube. Mas, a administração não atendeu as solicitações do Conselho Fiscal para que fossem apresentados documentos que comprovassem e dimensionassem a empresa Lets Goal. Nesta quinta, porém, o presidente do Peixe se defendeu alegando que, apesar de repudiar os intermediários, tais pagamentos são inevitáveis.

"Eu acho que são gigolôs. São aproveitadores. Tenho falado isso há muito tempo. Infelizmente, é a regra do jogo. Eu gostaria de trazer jogadores sem pagar nenhuma comissão. Mas a comissão é instituída, é legal, é contratual. E se não pagar a comissão, não vem jogador. Essa é a regra. Infelizmente. Se vocês me disserem "não pague", pode ter certeza que eu vou obedecer e vou ser muito comportado. Mas vamos assumir a responsabilidade de não ter jogador também. De não vender nem comprar jogador", disse o mandatário.

O relatório também abordou a relação do clube com a empresa Khodor Soccer & Marketing por causa de alguns atletas do Santos B, ex- Sub-23. Segundo o documento do Conselho Fiscal, o Peixe contratou, por empréstimo junto ao São Carlos FC, Danilo Cardoso e Gregore Magalhães. E a empresa tem recebido mensalmente os direitos de imagem que são pagos aos dois jogadores. O mesmo acontece com Gabriel Henrique, que chegou por empréstimo do SC Recife e, se contratado em definitivo, renderá R$ 400 mil a Khodor Soccer & Marketing por intermediação.

"São atletas de base ou do Santos B que têm direito de imagem pequeno e não tem empresa própria. A Khodor Soccer recebe o direito de imagem de alguns atletas. Até ano passado recebia o do Lucas Lima. Recebia e repassava. E isso tem em contrato firmado, com assinatura do jogador, da empresa e do Santos. Isso é absolutamente documentado", explicou Modesto Roma Júnior.

Mesmo assim, o Conselho Fiscal desaprovou a relação em todos os aspectos por questões éticas e de transparência, principalmente em função da mesma empresa agenciar e ter recebido comissão pela contratação da atual comissão técnica do clube.

O tema polêmico não para por ai. No mesmo relatório, o CF também aborda a necessidade de intermediação para renovação de contratos de atletas que já pertencem ao Santos. E o caso abordado foi o do goleiro John Vitor. No último acordo, a empresa Ceara Sports Marketing, que tem como parceiro Thiago Taveira, filho do empresário de maior trânsito no Santos atualmente, Luiz Tavera, recebeu um pagamento.

A justificativa da administração ao CF foi de que a empresa foi usada para pagamentos de luvas a título de favor, já que o jogador não tinha empresa aberta. Mesmo assim, a resposta não convenceu os membros do CF, que assinaram o desacordo com a situação.

É importante lembrar que em 27 de abril, o Conselho Deliberativo reprovou as contas de 2015 da gestão de Modesto Roma Júnior, que apresentou um déficit de 78.190.579 milhões. Um dos agravantes apontados na ocasião foi o gasto de R$ 3.769.250 milhões só com intermediações. A votação, poucos dias depois, foi suspensa por causa de uma liminar conquistada judicialmente por um conselheiro ligado ao grupo do atual presidente.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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