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Léo cita frieza e que jogaria de graça: fecharam meu caixão

2 mai 2014 - 19h22
(atualizado às 19h25)
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<p>Léo deixou a carreira de jogador profissional</p>
Léo deixou a carreira de jogador profissional
Foto: Ricardo Saibun/Santos FC / Divulgação

O lateral esquerdo Léo concedeu nesta sexta-feira a primeira entrevista desde a oficialização de sua aposentadoria, na última quinta-feira. O ex-jogador, maior vencedor de títulos no clube pós-era Pelé, não poupou críticas direcionadas a atual diretoria, principalmente aos membros do Comitê Gestor, afirmando ter sido tratado com "frieza" na reunião de apenas 15 minutos que selou a não renovação de seu contrato, encerrado em 30 de abril, e lamentando o "caixão fechado" pelo clube.

"Estava no CT, tinha acabado de treinar, e o (André) Zanotta (superintendente de futebol) me ligou dizendo que alguns membros do Comitê me aguardavam na Vila. Perguntei: 'já decidiram a minha vida?', mas ele não quis falar. Eu sabia que entraria naquela sala sentenciado. Tinham cinco gestores e o Odílio (Rodrigues, presidente em exercício). Eles contaram uma história linda, sabe? Comovente, quase chorei. Foram 15 minutos", disse.

"(O problema) foi a frieza como tudo foi feito. Sempre fui polêmico, defendi o Ganso, falei sobre o Barcelona, mas nada foi respeitado. A luta que eu travei para ter condições de jogar. Se eu tivesse pretensões até dezembro, poderia até jogar de graça. Fui o único jogador que sempre renovou o contrato abaixando, meu salário só reduziu", completou o ex-camisa 3.

A alegação do antigo lateral é de que aceitou todas as reduções salariais propostas pelo clube, a primeira delas logo assim que Luís Álvaro Ribeiro assumiu a presidência. Na ocasião, ajustou os seus vencimento com o goleiro Fábio Costa. Com o volante Rodrigo Souto não houve acordo, e o jogador foi envolvido em troca com Arouca, então no São Paulo.

Léo foi submetido no fim do último ano a uma cirurgia no menisco do joelho direito. No retorno, no entanto, o veterano conta ter sofrido problema com uma atrofia muscular e só atuou em um dos 22 jogos do Santos na temporada, até então, quando entrou no empate por 0 a 0 diante do Mixto-MT, na inauguração da Arena Pantanal, no último dia 2.

"Meu problema foi sério, minha coxa atrofiou, estava com 40% de diferença (uma da outra), mas só colocaram um caixão para mim, e pronto. Fecharam o meu caixão. O que marcou é que foi mais um ídolo. O Santos está com mania do marketing de tentar fazer ídolo", criticou.

Léo pouco antes dos últimos minutos pelo Santos, diante do Mixto
Léo pouco antes dos últimos minutos pelo Santos, diante do Mixto
Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC

Durante a entrevista, o ídolo santista citou já ter recebido dois convites para envolvimento com chapas que concorrerão as eleições no fim deste ano. O ex-lateral preferiu não externar se uma delas é ligada ao ex-presidente Marcelo Teixeira, com quem garantiu não ter conversado sobre política, mas que ambas são de Santos: "já posso votar. Vou colocar camisa e tudo (da chapa)".

Léo cita que sequer teve tempo hábil para falar que desejava aos membros do Comitê Gestor alegando que só planejava "fazer dois jogos decentes" antes do adeus oficial. "Queria fazer dois jogos decentes, não terminar contra o Mixto, com todo o respeito a eles", argumentou. "Jogador tem prazo de validade, e eu tenho o meu, mas 15 ou 20 minutos poderia ajudar, só que não me foi dada a oportunidade. Não quiseram, é um direito deles, não questiono isso, mas o modo como fui tratado. Mas se for analisar (as polêmicas com ídolos) Giovanni, Robinho, Elano, é normal".

O lateral já tem um convite do Benfica para realizar a despedida em Lisboa e explica que não pode atuar como interlocutor para um amistoso devido a problemas recentes de relação entre os clubes nas negociações frustradas de Danilo, Alex Sandro e Wesley."O Benfica não quer ouvir falar do Santos. O Benfica me falou (de uma despedida). Imagine eu indo lá fazer o meu jogo de despedida? Com tantos anos no Santos e nada".

Léo avisou que voltará a se pronunciar após a Copa do Mundo negando, ainda, qualquer mal-estar com o técnico Oswaldo de Oliveira, o último de sua carreira. O Terra entrou em contato com o Santos, mas o clube informou que não se pronunciará sobre as declarações.

Fonte: K.R.C.DE MELO & CIA. LTDA – ME K.R.C.DE MELO & CIA. LTDA – ME
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