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Conheça o "Barcelona da altitude", rival do Santos na Libertadores

25 abr 2012 - 07h39
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Diego Garcia
Direto de São Paulo

Os torcedores do Santos ainda têm calafrios só de ouvir este nome: Barcelona. Há cinco meses, o melhor time das Américas era atropelado impiedosamente por 4 a 0, dando adeus ao tão sonhado tri mundial. E se souberem que nesta quarta-feira, 130 dias depois do vexame no Japão, o clube alvinegro tem novamente um rival bastante ofensivo, oriundo da escola catalã, que abusa da posse de bola e depende das atuações de um talentoso argentino? Mas acalmem-se, santistas: os espanhóis estão bem longe. Hoje, seu rival é apenas o Bolívar, similar boliviano do poderoso time europeu.

» Quem avança para as quartas da Libertadores? Dê seu palpite

"Jogar contra o Bolívar é voltar a La Paz, o que é bem complicado. É difícil de jogar, ainda tem toda uma logística para ser preparada. É um lugar difícil de respirar, mas o Maradona acha que lá é ótimo jogar futebol. O Bolívar tem um bom técnico (o argentino Guillermo Ángel Hoyos), uma boa equipe, são os melhores do país deles. Não será fácil para nós", expressa o técnico santista Muricy Ramalho, alertando para os perigos de encarar o rival da Bolívia.

O clube de La Paz, a 3660 m do nível do mar, inspira seu jogo por um futebol baseado no ataque, distribuído em um esquema 4-3-3 clássico com dois meias que atuam soltos e dão liberdade para o restante da equipe se aproximar ofensivamente. Tudo graças ao técnico argentino Guillermo Ángel Hoyos, 48 anos, que trabalhou no Barcelona B entre 2001 e 2006 - onde descobriu ninguém menos que Lionel Messi - e carrega um pouco do DNA catalão em seu estilo de jogo.

Treinador argentino é o principal segredo do Bolívar

"Desde que ele (Hoyos) chegou, nos deu um lugar, nos aconselhou muito para que sejamos mais profissionais dentro e fora do campo e estamos indo por esse caminho. E, no meu caso, isso serviu muito, emagreci 10 quilos desde que o professor Hoyos chegou e também uma grande porcentagem de gordura graças ao trabalho planificado do técnico", afirma o capitão da equipe, o experiente meio-campista Wálter Flores, 33 anos.

De fato, o Bolívar se assemelha um pouco da equipe europeia da Catalunha, resguardadas as devidas proporções possíveis e imagináveis. Sua marcação adiantada, por exemplo, é auxílio certo ao sistema ofensivo, que deixa constantemente o adversário pressionado. A posse de bola paciente, baseada na inspiração em um habilidoso meia-atacante argentino, no caso Damián Lizio, são os segredos do time de La Paz, que abusa da intensidade em suas investidas, tudo inspirado na escola catalã de seu treinador. Lembra alguém?

"Se nosso técnico um dia deixar o clube creio que vamos sentir e estranhar, porque de fato está nos dando muitos ensinamentos. Além disso, formou aqui uma grande família e espero que isso possa continuar. Ele veio nos ensinar futebol, nós estamos assimilando e creio que todo o grupo está contente com o que ele fez ou faz. Com ele nós podemos lutar porque trabalhamos bem na parte física para jogar tudo que podemos. Na Europa eles jogam assim, e creio que por isso estamos preparados", analisa Flores.

Altitude de La Paz segue como a grande arma da equipe

Claro: é necessário frisar a imensa limitação técnica da equipe boliviana, que ainda tem como maior trunfo a altitude de La Paz. O talentoso Lizio até consegue fazer o time jogar, dando liberdade especialmente a Cardoso e Campo, mas não o bastante para ter qualidade semelhante ao verdadeiro Barcelona. Mas até dá para sonhar: o clube tem bom retrospecto como visitante, ao contrário do que historicamente ocorre com bolivianos na Libertadores, é o primeiro de seu país a chegar às oitavas da Libertadores nos últimos 12 anos e ainda quer mais.

"Devemos fazer a diferença necessária em La Paz, tratar de ser contundentes e tentar que não marquem gols em nossa casa. Temos, sim, que nos manter a posse de bola em nosso campo para ter maiores possibilidades de avançar. O objetivo é chegar às quartas de final, porque a nível de grupo consideramos que temos elenco para lutar por isso. Devemos seguir com aquela forma de jogar deixando tudo em campo, mostrando coesão sempre", avisa Flores.Com uma campanha consistente na primeira fase da Libertadores, o Bolívar alcançou a etapa eliminatória com três vitórias em seis jogos, sendo duas delas em casa - eliminou, inclusive, a tradicional Universidad Católica-CHI com uma contundente vitória por 3 a 0 diante da torcida. Mas será possível eliminar o Santos de Neymar? "Isso não termina aqui", diz Flores. O duelo desta quarta, na altitude de La Paz, deve decidir os rumos da equipe no torneio. Veremos se, de fato, este Bolívar tem um pouco de Barcelona.

Foto: AFP
Fonte: Terra
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