Cícero nega que dúvida sobre renovação esteja ligada à vinda de Ney
Após desabafar sobre a sua atual condição no Santos e cobrar por valorização da diretoria do clube, o meia Cícero negou que a dúvida sobre a sua permanência para 2014 esteja atrelada a possível vinda do técnico Ney Franco, atualmente no Vitória. O camisa 8 isentou o ex-comandante no São Paulo do fato de não ter permanecido no clube no fim de 2012 e garantiu não ter tido problemas com o treinador.
"Independentemente do treinador que o Santos contratar, ele vai encontrar um grupo maravilhoso, então vamos fazer o nosso melhor. Todos querem vencer. Quando o Ney Franco chegou no São Paulo me botou para jogar, continuou comigo. A minha questão com o São Paulo não foi diretamente com o Ney Franco, mas com as coisas que aconteceram lá, as coisas que vieram de cima para baixo e que acabaram me prejudicando lá", explicou o jogador.
"Tenho a minha defesa, fiquei um ano e cinco meses e fiz mais de 90 jogos. O Ney Franco é um bom treinador, mas as coisas não aconteceriam para mim lá, então resolvi encaminhar a minha vida", completou.
Na quinta-feira, Cícero afirmou ser merecedor de reconhecimento após o bom ano e uma série de propostas que recebeu. O jogador argumentou que a permanência ainda dependerá de uma conversa entre os dirigentes e seu agente, agendada para dezembro.
O Comitê Gestor do Santos tem encaminhada a contratação de Ney Franco. O Terra noticiou no último dia 15 que clube e treinador já têm um "compromisso verbal" para a próxima temporada e conversam, inclusive, sobre a formação da nova comissão técnica. O pedido de contratação do auxiliar Éder Bastos e de mais um preparador físico são os principais entraves. O Santos planeja contar apenas com o treinador para evitar maiores gastos e quer manter a sua comissão fixa. Bastos foi o pivô de polêmicas na passagem pelo rival São Paulo, a principal delas envolvendo o próprio meia Cícero.
Ainda no São Paulo, o auxiliar comandava parte dos trabalhos e passava instruções diretas aos atletas, o que levou o treinador a ter a sua liderança questionada pelo goleiro Rogério Ceni.
O camisa 8 santista ficou em meio ao fogo cruzado entre Ceni e Ney Franco durante jogo contra a LDU de Loja, do Equador. O goleiro são-paulino pediu pela entrada de Cícero e desaprovou a opção por Willian José. O técnico rebateu Ceni.
Cícero já admitiu ter uma cláusula que permite a sua liberação para outros clubes a partir do próximo ano. O jogador tem a seu favor o fato de além de ser o artilheiro também ser quem mais atuou na temporada, 66 dos 69 jogos. No meio do ano, em meio à paralisação para a Copa das Confederações, recebeu sondagens do futebol alemão e uma proposta do Internacional, rejeitada pela diretoria na ocasião.