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Saiba quem é o homem que invadiu o gramado em Portugal x Uruguai, que também protestou na Copa de 2014

Mario Ferri invadiu o gramado com bandeira LGBTQIA+ e também fez protestos em apoio à Ucrânia e às mulheres iranianas

29 nov 2022 - 10h23
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O italiano Mario Ferri, que invadiu o gramado na partida entre Portugal e Uruguai, nesta última segunda-feira, já havia protestado em campo em um outro jogo de Copa do Mundo. Em 2014, no Mundial realizado no Brasil, ele invadiu a partida entre a Bélgica e os Estados Unidos na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Mario Ferri driblou os agentes de segurança em volta do gramado do Lusail Stadium com uma bandeira nas cores do arco-íris, que é proibida no país. Em apoio ao movimento LGBTQIA+, o manifestante protestou nos primeiros minutos do segundo tempo, mas foi contido logo em sequência.

Em 2014, o italiano invadiu a partida entre a Bélgica e os Estados Unidos na Arena Fonte Nova, em Salvador. Na ocasião, Mario customizou a camisa com as hashtags "salvem as crianças da favela" e "Ciro vive". A segunda frase fazia menção a um torcedor italiano morto durante uma confusão que aconteceu antes da decisão da Copa Itália daquele mesmo ano.

Na invasão de ontem, Mario vestiu a mesma camiseta utilizada no Mundial do Brasil, com o símbolo do super homem. Ele não só fez referência aos direitos LGBTQIA+, a parte da frente da roupa trazia o pedido: 'salve a Ucrânia', que faz alusão à guerra ocorrida desde o início do ano no leste europeu, com a Rússia.

Já na parte de trás da camisa estava escrita a mensagem: 'respeito pelas mulheres iranianas'. No Irã, as mulheres não podem frequentar estádios de futebol, além disso, o país passa por uma crise política motivada por conta do assassinato de uma mulher pela "polícia da moralidade".

Esta é a terceira invasão de Mario Ferri em Copas do Mundo. Além dos atos desta segunda-feira e de 2014, em 2010, no Mundial da África do Sul, o italiano entrou no campo durante a semifinal entre Espanha e Alemanha.

Desde o início da Copa do Mundo, as manifestações contra a homofobia têm sido frequentes. No país-sede do Mundial, a relação homossexual é considerada crime. Jogadores como Manuel Neuer, da Alemanha, e Harry Kane, da Inglaterra, tentaram usar a braçadeira com as cores do arco-íris, mas foram impedidos.

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