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Políticos britânicos pedem que Fifa suspenda punição a Quansah, após caso Balogun

6 jul 2026 - 20h21
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Políticos britânicos levaram a controvérsia ‌envolvendo Folarin Balogun para a campanha da Inglaterra na Copa do Mundo nesta segunda-feira, instando a Fifa, entidade que rege o futebol mundial, a conceder ao defensor Jarell Quansah a mesma clemência disciplinar estendida ao atacante norte-americano, enquanto uma comissão parlamentar do Reino Unido exigiu esclarecimentos sobre a decisão original.

A Federação Inglesa de Futebol (FA) está avaliando opções para apresentar um recurso, disse à Reuters ⁠uma fonte com conhecimento do assunto. A Fifa não respondeu aos diversos pedidos da Reuters por ‌comentários sobre se o caso de Quansah seria analisado com base na mesma disposição do Artigo 27.

A situação se tornou a maior polêmica do torneio depois que o presidente dos EUA, ‌Donald Trump, admitiu publicamente ter entrado em contato com ‌o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a respeito da suspensão de Balogun.

Embora Infantino tenha afirmado ⁠que disse ao presidente dos EUA que os órgãos judiciais da Fifa decidiriam o caso de forma independente, a suspensão da punição de Balogun alimentou alegações de autoridades do futebol e políticos de toda a Europa de que pressão política pode ter influenciado o processo disciplinar do futebol.

A intervenção dos deputados britânicos marca a primeira tentativa de invocar a decisão sobre Balogun a ‌favor de outro jogador, o que pode transformar uma decisão que, segundo a Fifa, foi tomada por ‌seus órgãos judiciais em um ⁠teste mais amplo para ⁠verificar se a mesma abordagem será agora aplicada de forma consistente.

Em cartas separadas publicadas nas redes sociais, os ⁠deputados trabalhistas Noah Law e Melanie Onn pediram a ‌Infantino que suspendesse a punição ‌automática de uma partida de Quansah, expulso no último domingo contra o México, até depois da Copa do Mundo, citando a decisão da Fifa sobre o caso Balogun como precedente.

Assim como Balogun, Quansah teria que cumprir uma suspensão automática de uma partida após receber cartão ⁠vermelho na vitória da Inglaterra por 3 x 2 no Estádio Azteca.

"Embora eu acredite que tenha sido correto Jarell Quansah ter recebido o cartão vermelho… acredito que seria correto adiar sua suspensão até o término desta Copa do Mundo", escreveu Law.

ARGUMENTOS SÓLIDOS

Onn afirmou que havia fortes argumentos para adiar a suspensão de Quansah, acrescentando que seria ‌difícil justificar que um jogador se beneficiasse do adiamento da sua suspensão enquanto outro, em circunstâncias substancialmente semelhantes, não o fizesse.

Ambos os deputados argumentaram que a Fifa corria o risco ⁠de minar a confiança em seu sistema disciplinar, a menos que suas regras fossem aplicadas de forma consistente.

Enquanto isso, Caroline Dinenage, presidente da Comissão de Cultura, Mídia e Esporte da Câmara dos Comuns, cobrou que a Fifa explicasse urgentemente sua decisão de suspender a punição de Balogun.

"A vitória inspiradora da Inglaterra mostrou o que há de melhor na Copa do Mundo, mas essa decisão da Fifa ameaça lançar uma sombra sobre um torneio que deveria ser uma celebração mundial do futebol", disse Dinenage.

"Para que o esporte tenha sentido, suas regras e leis devem ser aplicadas igualmente a todas as seleções. A Fifa precisa se pronunciar com urgência, explicar os fundamentos de sua decisão e abordar as suspeitas de que possa ter havido interferência política no processo."

A Fifa afirmou que seus órgãos judiciais agiram de forma independente no caso de Balogun.

A Inglaterra enfrentará a Noruega nas quartas de final, em Miami, no sábado.

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