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Planejamento de segurança da Copa do Mundo age para conter riscos de drones

10 jun 2026 - 10h29
(atualizado às 15h15)
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Os responsáveis pela segurança da ‌Copa do Mundo estão se preparando para os drones representarem uma das ameaças mais complexas do torneio, enquanto as autoridades buscam proteger estádios, áreas de torcedores, hotéis das seleções, locais de treinamento e rotas de transporte em várias cidades e jurisdições dos Estados Unidos.

Executivos do setor e autoridades norte-americanas afirmaram que a ameaça varia desde espectadores descuidados em ⁠busca de imagens para as redes sociais até operadores realizando vigilância ou tentando atrapalhar ‌as partidas.

Melissa Swisher, diretora de receitas da SkySafe, uma empresa de detecção de drones e segurança do espaço aéreo, disse que aeronaves baratas "mudaram fundamentalmente" o planejamento de segurança ‌para grandes eventos esportivos, pois podem entrar em áreas ‌restritas antes que as autoridades consigam reagir.

"Um drone de mil dólares que voa ⁠a 65 a 70 km/h pode percorrer 3 km em menos de três minutos", declarou Swisher. "Quando alguém o avista, já é tarde demais."

Swisher disse que o uso mais provável durante a Copa do Mundo pode ser a vigilância, em vez de uma aeronave carregando uma carga útil. Os drones poderiam ser usados para estudar padrões de segurança, ‌monitorar os movimentos das equipes ou obter imagens não autorizadas. Outros podem ser pilotados por ‌amadores, pela mídia ou por ⁠torcedores que não entendem ⁠as restrições temporárias de voo, segundo ela.

Os drones podem contornar a segurança convencional dos estádios, como ⁠postes de bloqueio, magnetômetros e perímetros ampliados para ‌pedestres, disse Tom Adams, diretor ‌de segurança pública da empresa de combate a drones DroneShield e ex-agente do FBI.

"Você tem algo que pode superar todas essas medidas de segurança tradicionais e passar direto por cima de tudo", disse Adams. "Em muitos casos, é apenas uma pessoa ⁠descuidada e desinformada que quer tirar uma foto legal para postar em sua página nas redes sociais."

Empresas especializadas em combate a drones estão trabalhando com órgãos de segurança pública e autoridades policiais para construir redes de detecção ao redor dos locais dos torneios. A SkySafe afirmou que seus sensores podem ‌identificar sinais de drones, rastrear trajetórias de voo e, quando possível, localizar o operador.

A DroneShield está apoiando uma implantação na região de Kansas City liderada pela polícia e ⁠parceiros regionais para ajudar a detectar drones em várias jurisdições.

Os executivos afirmaram que derrubar drones raramente é uma opção simples em meio a multidões, pois os destroços podem colocar os espectadores em risco. Identificar o operador pode ser a resposta mais segura quando um drone parece estar coletando informações, em vez de representar uma ameaça física imediata.

O governo Trump teria gasto US$250 milhões desde dezembro para ajudar as cidades-sede dos EUA a lidar com ameaças de drones.

O financiamento, distribuído pela Agência Federal de Gestão de Emergências a 11 Estados-sede e a Washington, D.C., tem como objetivo ajudar a rastrear e mitigar aeronaves não autorizadas. Nos dias de jogo, aviões e drones serão proibidos em um raio de 4,8 km dos estádios e até 900 metros de altitude, de acordo com as restrições da Administração Federal de Aviação.

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