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Ser musa do vôlei incomodou Vera Mossa no início da carreira

Vera, que brilhou nos anos 80 e 90, queria ser reconhecida como uma boa jogadora

19 jul 2020
16h25
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Se hoje o vôlei é o segundo esporte do país e as Seleções Masculina e Feminina já conquistaram juntas 5 medalhas olímpicas de ouro, muito se deve aos pioneiros dos anos 80. Vera Mossa, Isabel, Jacqueline e Ida, pelas mulheres. Bernard, Xandó, William e Renan, pelos homens. Foram eles e tantos outros que abriram as portas e inspiraram as gerações futuras.

Vera Mossa disputou três Olimpíadas e no início se incomodava em ser chamada de musa
Vera Mossa disputou três Olimpíadas e no início se incomodava em ser chamada de musa
Foto: Arquivo Pessoal

Vera Mossa foi uma das que ajudaram a impulsionar o vôlei no país. Ela sempre carregou junto com o indiscutível talento, o adjetivo de musa daquela geração. Até abandonar as quadras por problemas nos joelhos,  em 2000, parecia obrigatório que qualquer reportagem fizesse referência à indiscutível beleza de Vera.

Nesta entrevista à Paradinha Esportiva, Vera Mossa revela que ser chamada de musa a incomodou no início. E ela conta também das dificuldades que enfrentou após encerrar a carreira.

Ser ou não ser musa

“A história de musa começou em 82, quando teve o Mundialito aqui no Brasil. A gente começou a ganhar mais visibilidade, porque os jogos começaram a ser transmitidos pela TV. Lotamos o ginásio do Ibirapuera, que era uma coisa que a gente não esperava.
No começo ser chamada de musa me incomodava um pouco porque eu não queria ser vista como uma jogadora bonita. Eu queria ser reconhecida como uma boa jogadora.
Com o passar do tempo fui entendendo que isso ajudou no processo de popularização do vôlei.”

Estrela de cinema

Apesar da timidez, Vera Mossa participou do filme Rock Estrela, em 85. Ela contracenou ao lado de Malu Mader, Diogo Vilela, Léo Jaime e Andrea Beltrão. “Em 85 eu fiz o filme Rock Estrela que foi uma grata surpresa também. Nunca imaginei fazer um filme. E foi super divertido porque a gente colocou a equipe toda da Supergasbras, que era o time que eu jogava na época, pra aparecer no filme. Todas as jogadoras. Foi uma delícia.”

Vera Mossa, ao lado de Malu Mader e Diogo Vilela, durante as filmagens de Rock Estrela
Vera Mossa, ao lado de Malu Mader e Diogo Vilela, durante as filmagens de Rock Estrela
Foto: Divulgação


Aposentadoria

Vera Mossa viveu o vôlei intensamente por quase trinta anos. Por isso com o fim da carreira ela sentiu muitas dificuldades para encontrar uma nova profissão. “Quando eu parei de jogar, fiquei perdidinha porque eu passei a vida inteira dentro da quadra. Montei um instituto de esporte, mas o negócio não foi pra frente. Aí resolvi entrar no comércio, virei comerciante. Tive livraria, papelaria, lojas de acessórios femininos.
Paralelamente, também virei comentarista na Sportv por uns três, quatro anos. Até que em 2015 larguei o comércio por conta da crise.”

Esporte é cultura

“Fiquei em casa nos últimos cinco anos. Até que no final do ano passado, a TV Cultura me chamou para fazer os comentários da Superliga.
Aí veio a pandemia e parou tudo de novo. Mas logo eu volto com força total.”

Esporte pela Democracia

Vera Mossa, ao lado de Casagrande, Ana Moser, Raí, Isabel e outros esportistas, artistas e jornalistas, faz parte do grupo Esporte pela Democracia. É um grupo afinado com a democracia, com os direitos civis e humanos, com respeito à vida e à diversidade, contra o racismo e contra o fascismo.
“Fazer parte desse movimento me deu ânimo diante dessa pandemia, dessa situação surreal. Pessoas que pensam da mesma forma ou mesmo que pensem de forma diferente mas que têm o mesmo objetivo. Pessoas que lutam pela igualdade, pela inclusão, pela Justiça, por um país mais justo me deu um ânimo bem legal.
Estou gostando muito, estou aprendendo demais, pra mim tá sendo uma super experiência.”


 

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