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É hora de reverenciar Pelé

Rei do futebol precisa ser homenageado e não ser lembrado apenas quando é comparado com Messi ou outro fora de série

4 abr 2019
18h28
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Sim, Pelé já é eterno pelos momentos mágicos que proporcionou quando esteve em ação dentro de campo. E para sorte dos amantes do futebol arte, ele continua vivo, apesar dos problemas de saúde naturais para quem tem 78 anos.

Agora, internado em Paris, voltamos a lembrar que temos a sorte de ter Pelé, assim como tivemos o privilégio de ver Mané e outros gênios em campo. 

Mas por que não homenageá-lo sempre? Por que não dedicar um minuto que seja em um telejornal ou site esportivo para o maior de todos os tempos.? Um gol, um drible, uma tabelinha com Coutinho, o soco no ar.

Retrato do ex-jogador de futebol Pelé (Edson Arantes do Nascimento) com uma coroa, durante solenidade de assinatura do contrato para a construção do Museu Pelé, em Santos ( 22/10/2002)
Retrato do ex-jogador de futebol Pelé (Edson Arantes do Nascimento) com uma coroa, durante solenidade de assinatura do contrato para a construção do Museu Pelé, em Santos ( 22/10/2002)
Foto: Mauricio de Souza / Estadão

Sim, em um momento em que se discute até se Messi foi melhor do que Pelé, o que particularmente considero uma heresia, um minuto para reverenciar o Rei mostraria que ele não foi fruto de um delírio coletivo ou fantasia. Você acha que só Messi é capaz de fazer isso? Então dá uma espiada no que Pelé aprontou 50 ou 60 anos atrás.

Pelé, o garoto de 17 anos coroado por Nelson Rodrigues antes ainda da Copa de 58, declamado por Drummond, cantado por Caetano, por Chico, por Jobim, que aliás disse certa vez que o Brasil precisava aprender a amar Pelé. 

Não aprendeu até hoje, mas ainda dá tempo. No momento em que brotam tantas fake news, relembrar o Rei do futebol pode ajudar a resgatar a auto-estima brasileira e dar um bico no complexo de vira-lata que teima ainda em nos assombrar.

Paradinha Esportiva
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