WTorre diminui ritmo de obras no estádio e ataca Paulo Nobre
A relação entre o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, e a construtora WTorre está cada vez mais desgastada. Em meio ao impasse sobre o número de assentos que cada lado terá direito no remodelado estádio do clube, o mandatário da empresa, Walter Torre, fez críticas ao dirigente alviverde.
"Não tenho culpa se o Paulo (Nobre) não consegue melhorar o time com novos jogadores. Por isso, ele foca a crítica em nós. Como ele não tem dinheiro para o time, busca sucesso batendo em nós", declarou o empresário, ao jornal Lance.
Na publicação, Torre ainda revelou que não pode mais dizer se o estádio será realmente reaberto no primeiro semestre de 2014, como estava previsto, já que o ritmo das obras foi diminuído."Agora eu não sei mais, porque estamos reduzindo o ritmo dos trabalhos até que tenhamos um acordo com o Palmeiras", explicou o presidente da construtora, que negou a intenção de paralisar por completo.
O grande problema está na comercialização das cadeiras. A WTorre alega ter direito a negociar todos os assentos, enquanto o Palmeiras discorda e diz que a parceira só pode ter 10 mil (dos cerca de 45 mil).
O clube alega ter documentos que comprovam sua tese, mas Torre rebate. "É mentira. Eles estão mentindo", afirmou o empresário, que pode acionar a câmara de arbitragem designada para resolver os impasses deste contrato.