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Torcida organizada do Palmeiras usa laranjas em protesto

Mancha Alviverde depositou frutas que tinham adesivos do rosto do dirigente em frente à casa dele

30 nov 2019
14h44
atualizado às 14h56
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A Mancha Alviverde, principal torcida organizada do Palmeiras, fez mais um protesto contra a atual diretoria do clube. Nesta madrugada, os torcedores protestaram contra Paulo Roberto Buosi, primeiro vice-presidente e braço direito do presidente Maurício Galiotte.

Os torcedores espalharam laranjas estampadas com adesivos do rosto do vice-presidente. Eles não esqueceram de Galiotte e do diretor de futebol Alexandre Mattos, que têm sido os grandes alvos da revolta da Organizada. Desta vez, os dois foram citados na pichação do muro da sede da empresa de Buosi. "Mattos ladrão" e "Galiotte banana" foram as frases usadas, além de "Buosi laranja".

Laranjas com o rosto do vice-presidente do Palmeiras, Paulo Roberto Buosi
Laranjas com o rosto do vice-presidente do Palmeiras, Paulo Roberto Buosi
Foto: Reprodução / Estadão Conteúdo

Esta foi apenas uma das várias manifestações contra a diretoria do Palmeiras. Na última quarta-feira (27), um grupo pequeno de palmeirenses se vestiu de presidiário e Bananas de Pijamas em frente à Academia de Futebol e estendeu faixas com ofensas aos dirigentes.

A relação entre os torcedores e a diretoria é ruim desde a metade do ano, com a série de eliminações do time alviverde nos torneios, e piorou ainda mais depois que Alexandre Mattos garantiu, antes da derrota por 2 a 1 para o Grêmio, a permanência do técnico Mano Menezes para a próxima temporada.

Os torcedores julgam que Galliote é omisso à frente da presidência e Mattos acumula erros nas contratações que foram determinantes para a derrocada do Palmeiras em 2020. Eles querem a saída do diretor de futebol e também de Mano Menezes.

O time paulista, que terminará o ano sem títulos, apesar do alto investimento, enfrenta o campeão Flamengo neste domingo, às 16 horas, no Allianz Parque, pela 36ª rodada do Brasileirão. A partida terá torcida única por determinação da CBF, que acatou a recomendação do Ministério Público de São Paulo de que só tenha a presença de palmeirenses por questões de segurança.

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