Presidente da FPF sai em defesa da arbitragem no Choque-Rei do Paulistão
Reinaldo Carneiro Bastos classifica lance polêmico como "interpretativo" e brinca sobre ''rezar antes'' de um Palmeirs x São Paulo
O presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, manifestou apoio público à atuação da árbitra Daiane Muniz, responsável pelo apito na vitória por 2 a 1 do Palmeiras sobre o São Paulo, pela semifinal do Paulistão.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (02/3), o dirigente destacou que os clássicos recentes entre as equipes têm sido marcados por discussões envolvendo a arbitragem. Aliás, em tom descontraído, afirmou que talvez seja preciso "rezar um pouco" antes de cada confronto para evitar novas controvérsias.
O principal foco da polêmica foi um possível pênalti por toque de mão de Gustavo Gómez, não assinalado durante a partida. Contudo, para Carneiro Bastos, o lance foi interpretativo, e a árbitra agiu corretamente ao manter a decisão de campo, sem recorrer ao VAR.
"Tenho minha opinião sobre a arbitragem de ontem. Primeiro, precisamos ressaltar como estão sendo polêmicos, nos últimos anos, os confrontos entre Palmeiras e São Paulo. Tivemos em Copa do Brasil, Paulista, Brasileiro. Precisamos rezar um pouco mais antes de Palmeiras x São Paulo para que eles passem, independente da competição, mais ilesos de polêmicas", afirmou.
"Ao longo dos anos, da minha vida no futebol, escuto muito sobre todos assuntos. A arbitragem é um que cuido com mais carinho. Para mim, quando tem pessoas que acham que a arbitragem acertou e tem pessoas que acham que arbitragem errou, eu parto do princípio e afirmo a vocês que a arbitragem acertou", apontou.
"Não caminho junto com aqueles quando a imagem é clara. A imagem é clara sobre o lance. Aí eu sigo a imagem. Quando o VAR participa ou não em lance interpretativo, e tem pessoas que sim e que não, eu apoio a decisão da arbitragem no campo", complementou.
São Paulo contesta decisão que custou o Paulistão
A diretoria do São Paulo, por outro lado, adotou postura oposta. Afinal, após o clássico, o executivo de futebol Rui Costa criticou a condução do lance e defendeu que a árbitra deveria ter revisado o episódio no monitor.
"O futebol evoluiu, a dinâmica de jogo evoluiu, e não é possível que o VAR não tenha recomendado que ela pelo menos tivesse o privilégio de verificar cinco vezes, dez vezes, setenta vezes. Nas setenta vezes seria pênalti", disse.
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