Palmeiras explica "vaquinha" por Wesley: "três cafezinhos por mês"
28 fev2012 - 12h56
(atualizado às 14h11)
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Dassler Marques
Direto de São Paulo
O Palmeiras explicou, no início da tarde desta terça-feira, o plano para bancar a contratação do meio-campista Wesley, que pertence ao alemão Werder Bremen e já treina na Academia de Futebol desde a última semana. Os dirigentes deram detalhes da estratégia intitulada My Own Player (meu próprio jogador) e minimizaram o valor envolvido.
"É mais barato que o ingresso, são três cafezinhos por mês", disse o vice de futebol Roberto Frizzo. Ele ainda estava acompanhado pelo presidente Arnaldo Tirone, pelo gerente de futebol César Sampaio e por André Barros, responsável pela plataforma MOP.
A cota mínima que os torcedores podem pagar para ajudar na contratação de Wesley é R$ 100, a ser dividida em 12 vezes. Frizzo destacou que o jogador não está contratado, e que somente quando o pagamento for efetuado terá a liberação junto ao Bremen.
"Se em 30 dias ele voltar para a Alemanha, não venham dizer que não avisamos", comentou Frizzo. As palavras do diretor de futebol do Palmeiras ganharam eco em Tirone, que explicou que o clube não pretende se complicar ao bancar os 6 milhões de euros (cerca de R$ 13 milhões). Segundo os dirigentes, o valor somado a encargos e impostos chega a R$ 21 milhões. Até as 13h30 (de Brasília) desta terça, o clube chegou a R$ 224 mil.
Tirone ainda tentou minimizar o fato de Wesley já treinar desde a última semana com uniforme do Palmeiras, ter inscrição protocolada na Federação Paulista e mesmo assim correr o risco de não ficar.
"Não podemos comprometer a estrutura financeira", afirmou o presidente palmeirense. "O fato de estar com o uniforme é um grande passo. Ele está com um pé no Palmeiras", destacou o dirigente. Ele ainda aproveitou para alfinetar o rival São Paulo.
"Tem time que tem Reffis (centro de recuperação física), coloca jogadores e ele não fica nesse time. Estamos otimistas. Se está com o uniforme, demos um passo. Precisamos acabar essa caminhada", disse.
O presidente Arnaldo Tirone e o vice de futebol Roberto Frizzo concederam entrevista após o treino do Palmeiras nesta terça-feira para detalhar a "vaquinha" que o clube pediu aos torcedores pelo meia Wesley
Com o sucesso repentino do argentino Barcos em seu ataque - já são quatro gols em cinco jogos -, o Palmeiras torce para que o atleta consiga resolver uma "maldição" antiga no clube: a de um atacante goleador. Desde Alex Mineiro, campeão paulista em 2008, que o time alviverde procura um novo nome para seu ataque. Confira, a seguir, alguns fracassos do ataque palmeirense nos últimos anos:
Foto: Vipcomm / Daniel Ramalho (Especial para o Terra) / Getty Images
Após boa passagem pelo Oeste, onde se consagrou como artilheiro do Campeonato Paulista de 2010, Ricardo Bueno não repetiu as atuações pelo time alviverde e alterna momentos de titular e reserva. Até agora são apenas três gols em 22 partidas
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Fernandão até chegou ao Palmeiras brilhando no clássico contra o Corinthians, quando marcou gol e ajudou na vitória contra o arquirrival, mas foi só. Ao todo, são quatro tentos em 24 duelos, além de protestos por parte dos torcedores
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Dinei veio do futebol espanhol ao Palmeiras e quase ficou marcado de forma negativa com o torcedor por um gol feito a favor do time alviverde: contra o Fluminense, que ajudaria o Corinthians a ser campeão brasileiro de 2010. Entretanto, o rival tricolor virou a partida e "salvou sua pele"
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Muito criticado pela torcida, Robert só brilhou quando fez três gols e ajudou a equipe alviverde a derrotar o Santos, de Neymar, por 4 a 3 na Vila Belmiro. Saiu pela porta dos fundos após discussão com o técnico Antônio Carlos Zago
Foto: Djalma Vassão / Gazeta Esportiva
Ewerthon chegou ao Palmeiras com desconfiança, principalmente por seu passado vitorioso no arquirrival Corinthians; não vingou e acabou indo parar no futebol russo, onde também já saiu
Foto: Getty Images
Keirrison teve um início avassalador pelo Palmeiras, com 16 gols em 14 jogos. Caiu de produção, falhou nas partidas decisivas, brigou com a torcida e deixou o clube pela porta dos fundos
Foto: Vipcomm / Divulgação
Adriano Michael Jackson chegou ao Palmeiras credenciado por gols e atuações de gala no Bahia, quando imitava danças do cantor americano ao balançar as redes. No Palestra só brilhou em jogo contra o Comercial-PI, ao marcar quatro gols na vitória por 5 a 1
Foto: Wagner Carmo / Gazeta Press
Obina confirmou seu status de goleador dos clássicos no Palmeiras, com três gols contra o Corinthians. Mas foi só. Querido pela torcida, acabou sofrendo com a má forma física e deixou o clube em seguida
Foto: Reinaldo Marques / Terra
Miguel subiu aos profissionais com status de promessa da base, mas não vingou, entrou em polêmicas e acabou encostado
Foto: Reinaldo Marques / Terra
Ídolo, Vagner Love retornou ao clube para continuar sua história escrita em 2004. Fracassou, entrou em rota de colisão com os torcedores e jurou amor ao Flamengo, seu time atualmente
Foto: Daniel Ramalho / Especial para Terra
Contratado para suprir a ausência de um camisa 9, Wellington Paulista nunca conseguiu uma boa sequência de jogos e viu Felipão o escalar mais afastado da área do que de costume. Saiu sem fazer um único gol sequer