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Palmeiras age para corrigir a acomodação de Patrick de Paula: Veja como Abel tratou o caso

Técnico português chama a atenção do jogador ao vê-lo perder rendimento nos treinos depois de rápida ascensão no clube

19 nov 2020
12h05
atualizado às 14h08
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O volante Patrick de Paula, do Palmeiras, tem sido alvo de um trabalho no clube para não se deslumbrar com o rápido sucesso obtido na carreira. Depois de se destacar no título do Campeonato Paulista e de receber sondagens de times europeus, o jogador de 21 anos perdeu espaço na equipe e só voltou a ser titular nas duas últimas partidas, pelas mãos do técnico português Abel Ferreira. Nesse período, o camisa 5 do Palmeiras ouviu algumas broncas e recebeu conselhos. O próprio treinador tratou de orientá-lo.

Patrick foi promovido ao elenco principal no início do ano pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Revelado na Taça das Favelas, no Rio, o volante experimentou uma ascensão meteórica. Virou titular do Palmeiras, aclamado pela mídia e chegou ao ápice no Campeonato Paulista, quando bateu o pênalti decisivo na vitória sobre o Corinthians: um chute forte, no alto, e que o colocou ainda mais em evidência.

Meses depois, a situação começou a mudar. Ainda na gestão de Luxemburgo, o volante começou a perder espaço. Na derrota que culminou com a demissão do treinador, diante do Coritiba, Patrick de Paula deixou o jogo no intervalo. Com a mudança de comando, ele passou quatro partidas seguidas sem entrar em campo. Outro colega da base, Danilo, assumiu seu posto e passou a ter mais sequência.

O Palmeiras e o treinador português notaram que era preciso fazer algo para não perder o jogador. No entender do clube e da nova comissão técnica, houve uma acomodação de Patrick com o rápido crescimento. Ele relaxou nos treinos. "Acredito que teve este relaxo, que é normal ainda mais para um menino de 20 anos. É estrela, vai esperando ser o melhor do mundo. É nesse momento que nós, clube e treinador, temos de colocá-lo na terra", disse Abel Ferreira. Ele alertou o jogador.

A avaliação é que a fase vivida por Patrick de Paula é totalmente compreensível. De uma hora para outra, o garoto se tornou famoso e ganhou destaque no time a ponto de o técnico Tite, da seleção brasileira, mencionar que observava de perto o trabalho do palmeirense. Para completar, ainda passou a ser alvo de clubes europeus interessados em pagar uma fortuna pelo seu futebol. O Benfica chegou a sinalizar que pagaria mais de R$ 60 milhões para contratá-lo. Nessa mesma época, o desempenho dele no time começou a cair.

O próprio treinador Abel Ferreira mencionou no início deste mês, logo após ser contratado, que esperava mais empenho do volante no dia a dia. "Não olho a idade, olho a qualidade, o empenho, a vontade nos treinos de querer jogar. (Patrick) De Paula tem de mostrar nos treinos que quer também, e só há uma forma de convencer o treinador: nos treinamentos", disse o técnico.

O volante só voltou a ter mais chances após a lesão de Felipe Melo e Danilo ter sido contagiado pela covid-19. Para o clube, Patrick de Paula é uma das grandes revelações da base e tem condições de superar a instabilidade por sempre ter se mostrado focado no trabalho. Por isso, mesmo com esse episódio, o jogador continua prestigiado no Palmeiras.

"Trato os jogadores quase como meus filhos. Às vezes tem de castigar, elogiar, acarinhar... Ele já deu muito, foi escolhido uma revelação", disse o técnico português. "O Patrick tem de ser consistente no trabalho. Espero muito mais dele. Vamos fazer o possível para ajudá-lo. Ele tem todas condições para nos ajudar também. Eu espero mais dele, tenho certeza de que ele vai nos dar muito mais."

Estadão
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