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Mancha Verde pede saída de Abel Ferreira após derrota na Libertadores: 'Presente vergonhoso'

A principal torcida organizada do Palmeiras ‘perdeu a paciência’ após o revés por 1 a 0 em casa diante do Cerro Porteño na última quarta-fei

21 mai 2026 - 15h23
(atualizado às 15h40)
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Abel Ferreira, técnico do Palmeiras; Mancha Verde pediu saída do treinador após derrota na Libertadores
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras; Mancha Verde pediu saída do treinador após derrota na Libertadores
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

A Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, pediu a saída do treinador Abel Ferreira do cargo após a derrota por 1 a 0 em casa, na última quarta-feira, 20, diante do Cerro Porteño, pela fase de grupos da Copa Libertadores

O texto, publicado nas redes sociais, traz críticas ao futebol apresentado pelo Palmeiras, ao comportamento do treinador à beira do campo, à falta de títulos expressivos nos mandatos de Leila Pereira e às contratações feitas pelo diretor de futebol Anderson Barros. 

“Os números mostram liderança, invencibilidade, campanhas ‘históricas’. Mas quando chega a hora da verdade, sobra vice, eliminação, e, no máximo, um Paulista para tentar maquiar a realidade”, diz trecho do manifesto. 

“Abel Ferreira, ninguém está apagando sua história. Seu passado vencedor sempre será lembrado. Mas também ninguém é obrigado a aceitar esse presente vergonhoso dentro de campo”, continuou a Mancha Verde. 

A agremiação também responsabiliza o treinador pela performance aquém da esperada do time em campo: “Quem acompanha de perto já via um time perdido há meses: chutão para frente, cruzamentos sem sentido, jogadores fora de posição, time desorganizado, sem padrão tático, sem criatividade e sem reação”. 

Jogadores do Palmeiras lamentam derrota diante do Cerro Porteño, em casa, pela fase de grupos da Libertadores
Jogadores do Palmeiras lamentam derrota diante do Cerro Porteño, em casa, pela fase de grupos da Libertadores
Foto: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Sobre a presidente do Palmeiras, a Mancha Verde cobrou por ‘pulso e comando’: “O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas. Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso”.

Já sobre Anderson Barros, a torcida organizada reclamou da qualidade das contratações e da falta de reposição de jogadores, além de fazer menção ao processo de emagrecimento do dirigente. 

“Emagreceu depois do Mounjaro, mas a incompetência continua pesada. Foi ele quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição. Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras”, afirmou a Mancha. 

O discurso contra o treinador, que já vinha embalado pelas críticas ao baixo desempenho da equipe na temporada e, em especial, pelos empates recentes que custaram a vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro, ganhou força após a derrota na 5ª rodada da fase de grupos da Libertadores.

Com o revés diante do Cerro, o Verdão abriu mão da liderança do Grupo F da Libertadores e faz sua pior campanha no torneio desde a chegada do português ao comando do elenco Alviverde.

Leia a nota publicada pela Mancha Verde:

"OBRIGADO, ABEL. JÁ DEU. TCHAU.

A lenda da Fata Morgana fala sobre miragens: você olha de longe, parece grandioso, parece real… mas quando chega perto, não existe nada.

Esse é o Palmeiras dos últimos três anos.

Os números mostram liderança, invencibilidade, campanhas “históricas”. Mas quando chega a hora da verdade, sobra vice, eliminação e, no máximo, um Paulista para tentar maquiar a realidade.

Abel Ferreira, ninguém está apagando sua história.

Seu passado vencedor sempre será lembrado.

Mas também ninguém é obrigado a aceitar esse presente vergonhoso dentro de campo.

O Palmeiras não joga bola há muito tempo.

A diferença é que antes os resultados escondiam a bagunça.

Quem acompanha de perto já via um time perdido há meses: chutão para frente, cruzamentos sem sentido, jogadores fora de posição, time desorganizado, sem padrão tático, sem criatividade e sem reação.

E tudo isso cai diretamente na conta do treinador.

O Abel de hoje virou um técnico arrogante, desequilibrado e perdido.

Expulsões infantis prejudicando o próprio time, coletivas agressivas, respostas debochadas e uma mania insuportável de procurar desculpas para tudo. Reclama da arbitragem, reclama do calendário, reclama do gramado, reclama da imprensa… mas assume raramente a responsabilidade pelo futebol ridículo que o Palmeiras apresenta.

O time é mal treinado.

Sem intensidade, sem jogada, sem alma e sem liderança.

Um elenco caro, milionário, e joga um futebol pequeno.

Leila Pereira.

O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas.

Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso.

O Palmeiras virou um clube que fala muito e joga pouco.

Anderson Barros.

Emagreceu depois do Mounjaro, mas a incompetência continua pesada.

Foi ele quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição. Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras.

Temporada longa exige planejamento, exige contratação e exige competência. Jogador vai machucar, isso faz parte do futebol. Quem tem dinheiro precisa se preparar para isso.

O Palmeiras hoje tem dinheiro sobrando e competência faltando. 

A torcida apoiou o tempo inteiro. Cantou, incentivou, lotou o estádio e empurrou mesmo vendo um futebol horroroso há meses. 

Mas apoio não significa silêncio. 

A cobrança vai existir sempre que necessária. 

Porque o Palmeiras é maior que treinador, maior que presidente e maior que diretor. 

Sábado é decisão. 

Vamos apoiar durante os 90 minutos. 

Mas depois do apito, ninguém vai aceitar viver de passado enquanto o presente afunda o nosso futuro. 

FORA ABEL... Ah! Se ele sair, quem vai entrar? O Jorge Jesus, qualquer outro portuga ou, quem sabe, o atual técnico do PAOK? 

Leila, sua hora está chegando. 2027 é logo ali. 

Anderson Barros já faz hora extra. 

Diretoria

Mancha Alviverde

Fonte: Portal Terra
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