Mancha Verde pede saída de Abel Ferreira após derrota na Libertadores: 'Presente vergonhoso'
A principal torcida organizada do Palmeiras ‘perdeu a paciência’ após o revés por 1 a 0 em casa diante do Cerro Porteño na última quarta-fei
A Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, pediu a saída do treinador Abel Ferreira do cargo após a derrota por 1 a 0 em casa, na última quarta-feira, 20, diante do Cerro Porteño, pela fase de grupos da Copa Libertadores.
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O texto, publicado nas redes sociais, traz críticas ao futebol apresentado pelo Palmeiras, ao comportamento do treinador à beira do campo, à falta de títulos expressivos nos mandatos de Leila Pereira e às contratações feitas pelo diretor de futebol Anderson Barros.
“Os números mostram liderança, invencibilidade, campanhas ‘históricas’. Mas quando chega a hora da verdade, sobra vice, eliminação, e, no máximo, um Paulista para tentar maquiar a realidade”, diz trecho do manifesto.
“Abel Ferreira, ninguém está apagando sua história. Seu passado vencedor sempre será lembrado. Mas também ninguém é obrigado a aceitar esse presente vergonhoso dentro de campo”, continuou a Mancha Verde.
A agremiação também responsabiliza o treinador pela performance aquém da esperada do time em campo: “Quem acompanha de perto já via um time perdido há meses: chutão para frente, cruzamentos sem sentido, jogadores fora de posição, time desorganizado, sem padrão tático, sem criatividade e sem reação”.
Sobre a presidente do Palmeiras, a Mancha Verde cobrou por ‘pulso e comando’: “O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas. Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso”.
Já sobre Anderson Barros, a torcida organizada reclamou da qualidade das contratações e da falta de reposição de jogadores, além de fazer menção ao processo de emagrecimento do dirigente.
“Emagreceu depois do Mounjaro, mas a incompetência continua pesada. Foi ele quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição. Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras”, afirmou a Mancha.
O discurso contra o treinador, que já vinha embalado pelas críticas ao baixo desempenho da equipe na temporada e, em especial, pelos empates recentes que custaram a vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro, ganhou força após a derrota na 5ª rodada da fase de grupos da Libertadores.
Com o revés diante do Cerro, o Verdão abriu mão da liderança do Grupo F da Libertadores e faz sua pior campanha no torneio desde a chegada do português ao comando do elenco Alviverde.
Leia a nota publicada pela Mancha Verde:
"OBRIGADO, ABEL. JÁ DEU. TCHAU.
A lenda da Fata Morgana fala sobre miragens: você olha de longe, parece grandioso, parece real… mas quando chega perto, não existe nada.
Esse é o Palmeiras dos últimos três anos.
Os números mostram liderança, invencibilidade, campanhas “históricas”. Mas quando chega a hora da verdade, sobra vice, eliminação e, no máximo, um Paulista para tentar maquiar a realidade.
Abel Ferreira, ninguém está apagando sua história.
Seu passado vencedor sempre será lembrado.
Mas também ninguém é obrigado a aceitar esse presente vergonhoso dentro de campo.
O Palmeiras não joga bola há muito tempo.
A diferença é que antes os resultados escondiam a bagunça.
Quem acompanha de perto já via um time perdido há meses: chutão para frente, cruzamentos sem sentido, jogadores fora de posição, time desorganizado, sem padrão tático, sem criatividade e sem reação.
E tudo isso cai diretamente na conta do treinador.
O Abel de hoje virou um técnico arrogante, desequilibrado e perdido.
Expulsões infantis prejudicando o próprio time, coletivas agressivas, respostas debochadas e uma mania insuportável de procurar desculpas para tudo. Reclama da arbitragem, reclama do calendário, reclama do gramado, reclama da imprensa… mas assume raramente a responsabilidade pelo futebol ridículo que o Palmeiras apresenta.
O time é mal treinado.
Sem intensidade, sem jogada, sem alma e sem liderança.
Um elenco caro, milionário, e joga um futebol pequeno.
Leila Pereira.
O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas.
Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso.
O Palmeiras virou um clube que fala muito e joga pouco.
Anderson Barros.
Emagreceu depois do Mounjaro, mas a incompetência continua pesada.
Foi ele quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição. Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras.
Temporada longa exige planejamento, exige contratação e exige competência. Jogador vai machucar, isso faz parte do futebol. Quem tem dinheiro precisa se preparar para isso.
O Palmeiras hoje tem dinheiro sobrando e competência faltando.
A torcida apoiou o tempo inteiro. Cantou, incentivou, lotou o estádio e empurrou mesmo vendo um futebol horroroso há meses.
Mas apoio não significa silêncio.
A cobrança vai existir sempre que necessária.
Porque o Palmeiras é maior que treinador, maior que presidente e maior que diretor.
Sábado é decisão.
Vamos apoiar durante os 90 minutos.
Mas depois do apito, ninguém vai aceitar viver de passado enquanto o presente afunda o nosso futuro.
FORA ABEL... Ah! Se ele sair, quem vai entrar? O Jorge Jesus, qualquer outro portuga ou, quem sabe, o atual técnico do PAOK?
Leila, sua hora está chegando. 2027 é logo ali.
Anderson Barros já faz hora extra.
Diretoria
Mancha Alviverde
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