Árias diz que rejeitou Flamengo e explica escolha pelo Palmeiras em vez do Flu: 'Potência mundial'
Meia-atacante colombiano pensa em Copa do Mundo e diz que time alviverde oferece as melhores condições para que volte a ser protagonista
O reforço mais importante do Palmeiras para 2026 foi apresentado nesta sexta-feira, 13. Jhon Árias, que custou 25 milhões de euros (R$ 155 milhões), explicou as razões que o levaram a escolher o time alviverde em vez do Flamengo e do Fluminense, time no qual construiu história de idolatria.
"O Palmeiras me dá tudo que um atleta precisa para brigar por títulos, brigar pelo alto escalão, é uma potência no Brasil, na América do Sul e no mundo. Tenho essa convicção", explicou o meia-atacante, segundo o qual tem "muitas ambições a curto e médio prazo".
Ele afirmou ter rejeitado o Flamengo pelo carinho que tem pelo Fluminense, este que teve a prioridade para repatriá-lo, mas ofereceu proposta inferior à do Palmeiras ao Wolverhampton. Por isso, os cariocas ficaram sem seu ídolo.
Uma dessas ambições do colombiano é estar no grupo da Colômbia que disputará a próxima Copa do Mundo, no Canadá, México e Estados Unidos.
"Não tem um jogador no mundo que não fale que a Copa não passe pela cabeça. Já tive uma conversa fluída porque sempre sou convocado. Conhecem o Palmeiras", disse ele.
"Todos me falaram que é um bom lugar o Palmeiras, que pode me ajudar a estar preparado para a Copa. Ainda falta um tempinho. Tem muito caminho para perseguir aqui".
Antes de apresentar o jogador, Leila Pereira elogiou a família do atleta, em especial a mulher e a filha, Zoe, e confirmou que se trata de uma "contratação da presidente, como disse Abel Ferreira. "É um desejo da presidente há muito tempo. Tudo tem sua hora certa. O momento foi esse".
Árias não se destacou na Premier League. A explicação, ele disse, tem a ver com os problemas coletivos do Wolverhampton, que deve ser rebaixado ao final da temporada. Foram dois gols e uma assistência em 26 jogos.
O colombiano disse, porém, que retornou ao Brasil mais maduro e melhor do que quando foi à Inglaterra.
"Estou feliz de ter ido à Europa. É um sonho cumprido. Poucos jogadores saem nessa idade para a Europa. Foi um contexto um pouco diferente. Uma temporada difícil lá. Acho que foram seis meses de aprendizado. Volto um jogador diferente, uma pessoa diferente. Volto mais maduro".
Ele vestiu a camisa 11, que era de Bruno Rodrigues, atacante que negocia sua saída. O novo reforço disse ter sido fácil escolher o Palmeiras depois de conversar com Abel Ferreira e, principalmente, Richard Ríos, seu colega na seleção colombiana que teve sucesso no Palmeiras.
Ríos me ligou muitas vezes. A gente é amigo na seleção. Ele tentou demonstrar o que é o Palmeiras. Teve uma passagem vitoriosa aqui. Ele me indicou várias vezes, explicando que era um bom lugar, que você se sente querido, respeitado".