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Pai é inspiração para trajetória dos irmãos Pupo no surfe

Wagner Pupo elogia os filhos Miguel e Samuel e admite que os dois já o superaram faz tempo na modalidade

21 out 2019
04h41
atualizado às 11h32
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A relação de Miguel e Samuel com o surfe vem por grande influência do pai. Wagner Pupo foi um bom surfista nacional e que ficou por 16 anos na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Ele tinha uma escolinha de surfe no litoral norte e os garotos cresceram nesse ambiente. Dominik, sua outra filha, também surfa, mas optou por seguir outro caminho profissional.

E foi com esse núcleo familiar ligado às ondas que a dupla tomou gosto pelas pranchas. "Eles já estavam desde pequenos nisso. Sempre levei a família para os campeonatos e mantive eles naquele ambiente. Eles foram crescendo vendo eu competir, depois o Samuel via o Miguel competir e a gente foi integrando a família cada vez mais e mantendo essa tradição de competição", revela Wagner.

Ele garante, inclusive, que seus garotos já o superaram faz tempo. "Eu ganhei eventos nacionais e fui quinto melhor do Brasil. Não tive muitas oportunidades de patrocínio, mas fui Top-16 da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional) durante 16 anos. Sou um dos recordistas de permanência. Mas agora os dois me superaram. O esporte evoluiu, eles estão super bem e espero que eles realizem o sonho deles que é ser campeão mundial."

Aos 51 anos, o pai é a referência para os filhos e às vezes surfa junto com eles. Mas Wagner costuma ficar mais fora da água, ajudando os irmãos na parte técnica. Jeane, a mãe, também participa muito da carreira dos filhos, Ela sempre viaja com Miguel e principalmente Samuel, que já disputava competições internacionais sendo menor de idade. Caso eles consigam a vaga no Circuito Mundial em 2020, a família vai acompanhar em algumas etapas, incluindo Bruna, mulher de Miguel, e as filhas Luna e Serena.

Quatro perguntas para...

Wagner Pupo, ex-surfista profissional

1. Você já percebia que seus filhos teriam futuro no surfe quando ainda davam as primeiras braçadas?

É complicado, pois às vezes o pai vai na empolgação e acaba forçando. Desde o início percebi que eles tinham muita vontade em querer fazer parte desse mundo da competição do surfe. E realmente tinham talento. Só incentivei e nunca forcei, e acho que isso foi meu maior mérito.

2. Você imaginava que os dois poderiam estar juntos na elite e com chances de isso ocorrer agora?

A gente sempre acreditou. O Samuel, apesar de bem pequeno, desde cedo mostrava ser um excelente atleta e que iria chegar em breve na elite. Mas existe a parte mental, e ele estava com essa cobrança muito grande. Agora conseguiu se tranquilizar e enxergar a situação de outra forma.

3. E o Miguel, que já esteve lá na primeira divisão, mas acabou saindo e não voltou?

Eu acho que foi bom ele ter saído um pouco, pois de fora conseguiu enxergar algumas coisas e teve um crescimento. Ele vem mais maduro e mais forte, até para brigar pelo título. Estamos nessa ansiedade de ter os dois filhos no Circuito Mundial. Eu que estou nisso há mais de 30 anos, é uma realização. A gente espera que isso aconteça. Aí só vamos ter de apertar o coração na torcida pelos dois, mas em dobro.

4. Na sua época, o mercado do surfe era muito pior. Como vê esse momento da modalidade?

Era um outro universo e o mercado do surfe era pequeno. O surfe não era bem visto, era um esporte marginalizado. Eu e minha esposa acreditamos e fomos firmes nesse sonho. A gente seguiu e deu certo. Claro que passamos dificuldades, mas hoje temos a família toda nisso.

Estadão
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