Nordeste é região com maior índice de esperança na Seleção Brasileira, diz pesquisa
Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel mostra que o Nordeste aparece como a região do país que ainda mantém maior nível de esperança na Seleção Brasileira.
A conexão histórica entre os brasileiros e a Seleção Brasileira atravessa um momento de desgaste a pouco menos de um mês da Copa do Mundo de 2026.
Uma pesquisa nacional divulgada pela AtlasIntel mostra que sentimentos como desconfiança e distanciamento ganharam força entre os torcedores após os resultados recentes da equipe.
Apesar disso, o Nordeste aparece como a região do país que ainda mantém maior nível de esperança na Seleção.
Segundo o levantamento, 28,7% dos entrevistados nordestinos afirmaram sentir esperança em relação ao futuro da equipe comandada por Carlo Ancelotti. O índice supera a média nacional registrada pela pesquisa.
No cenário geral do país, o sentimento predominante atualmente é de desconfiança. A opção foi escolhida por 39,8% dos participantes. Outros 31,8% disseram sentir indiferença em relação à Seleção Brasileira.
Já a esperança apareceu para 23,1% dos entrevistados em todo o Brasil.
Desgaste
O levantamento sugere que a relação emocional entre o torcedor e a Seleção mudou nos últimos anos, especialmente após eliminações consecutivas em Copas do Mundo e períodos de instabilidade envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O recorte regional mostra diferenças importantes de percepção entre brasileiros de diferentes partes do país.
Enquanto o Nordeste apresenta índices mais otimistas, o Sudeste registra um cenário mais crítico. Na principal região eleitoral do país, 43,2% dos entrevistados disseram sentir desconfiança quando o assunto é a Seleção Brasileira.
Jovens mais confiantes
A pesquisa também identificou diferenças relevantes entre gerações. Entre integrantes da chamada Geração Z, a esperança lidera as respostas, alcançando 42,2%. Nesse grupo, a desconfiança aparece em 32,1%.
Já entre os baby boomers e integrantes da geração silenciosa, o cenário se inverte. Nesses públicos, a desconfiança sobe para 57,2%, enquanto apenas 15,4% disseram manter esperança na equipe brasileira.
O levantamento ainda aponta diferenças entre homens e mulheres. Entre os entrevistados do sexo masculino, 32,4% afirmaram manter esperança na Seleção. Já entre as mulheres, o sentimento predominante foi a indiferença, citada por 36,6%.
Mobilização
Mesmo diante do desgaste apontado pela pesquisa, o Mundial de 2026 segue despertando interesse do público brasileiro.
A próxima Copa será a primeira disputada sob comando de Carlo Ancelotti, contratado para tentar recolocar o Brasil entre os principais favoritos ao título mundial.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 964 pessoas entre os dias 27 de abril e 8 de maio de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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