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Fórmula 1

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GP do Canadá 1978: Estreia de Montreal foi a corrida mais fria da história da F1

Corrida inaugural em Montreal registrou a primeira vitória de Gilles Villeneuve na categoria em um cenário gelado

20 mai 2026 - 19h58
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Gilles Villeneuve com a Ferrari n° 12
Gilles Villeneuve com a Ferrari n° 12
Foto: Divulgação / F1

Em 8 de outubro de 1978, a Fórmula 1 desembarcava em Montreal para disputar pela primeira vez um Grande Prêmio na pista da Ilha de Notre Dame. Desde então, o circuito se consolidou como um dos mais tradicionais da categoria. Em 2026, chegará ao seu 55º GP, tornando-se o quinto com mais corridas na história, atrás apenas de Monza, Mônaco, Silverstone e Spa-Francorchamps.

Na estreia, por questões logísticas, a prova canadense encerrava o calendário da F1. A Ilha de Notre Dame havia sido construída para a Expo Mundial de 1967, com a terra retirada das escavações do metrô de Montreal. Depois, recebeu as provas de remo nos Jogos Olímpicos de 1976. Dois anos mais tarde, transformou-se em palco da velocidade.

A mudança para Montreal ocorreu após problemas com Mosport, que sediou o primeiro GP canadense em 1967. Nos primeiros anos houve revezamento com Mont-Tremblant, mas entre 1971 e 1977 todas as corridas foram em Mosport, considerado inseguro e ultrapassado. Mario Andretti, campeão pela Lotus naquele ano, chegou a chamar o novo traçado de “Circuito Mickey Mouse”.

O circuito canadense manteve-se pouco alterado ao longo do tempo. Em 1978 tinha 4,5 km, com a largada após o grampo e sem as longas retas atuais. A corrida marcou a segunda participação de Nelson Piquet pela Brabham e também a segunda de Jean-Pierre Jarier pela Lotus, substituindo Ronnie Peterson, morto em acidente no GP da Itália.

A grande atração era a Ferrari nº 12 de Gilles Villeneuve, piloto da casa. Criticado por seu estilo agressivo e apontado como protegido de Enzo Ferrari, Gilles largou em terceiro. Jarier fez a pole, seguido por Jody Scheckter (Wolf).

No dia da corrida, a temperatura era de apenas 5 °C. Nunca a F1 havia competido, nem voltaria a competir, em um clima tão gelado. O frio dificultava o aquecimento dos pneus e deixava os carros mais difíceis de controlar. Pelo menos, ao contrário dos treinos livres e da qualificação, não choveu e o tempo permaneceu apenas nublado.

Jarier manteve a ponta na largada. Alan Jones saltou para segundo, seguido por Scheckter e Villeneuve. O francês parecia caminhar para a vitória, mas na volta 18 Scheckter passou Jones e logo depois Villeneuve fez o mesmo. O canadense ainda superou Scheckter no grampo, para delírio da torcida. Jarier tinha mais de 25 segundos de vantagem, até que um vazamento de óleo o obrigou a abandonar faltando 30 voltas.

Villeneuve herdou a liderança e venceu, sua primeira vitória na categoria também, seguido por Scheckter e Carlos Reutemann, que completava sua 100ª corrida na F1 e última pela Ferrari. Foi a única vitória de um canadense em casa. Quatro anos depois, em 1982, Gilles faleceu em Zolder. O circuito foi rebatizado como Circuito Gilles Villeneuve, eternizando sua memória. Até hoje, antes da linha de chegada, a pista traz a inscrição “Salut Gilles”.

Gilles Villeneuve no pódio, com casaco por conta do frio
Gilles Villeneuve no pódio, com casaco por conta do frio
Foto: Divulgação / F1

Essa foi a corrida mais gelada da história da Fórmula 1, disputada com apenas 5°C em Montreal. No mesmo ano da homenagem a Gilles, o GP deixou de fechar a temporada. Por causa das condições climáticas, passou a ser realizado em junho, aproveitando o verão canadense. Agora, em 2026, pela primeira vez, a prova será antecipada para maio, marcando uma nova fase na história do evento.

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