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Valentino Rossi indica adeus à MotoGP ao fim desta temporada

Multicampeão ressaltou que patrocinador tem insistido para ele correr em 2022, mas o piloto classificou a possibilidade como "muito difícil"

24 jun 2021 16h02
| atualizado às 19h09
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Valentino Rossi ainda quer usar as férias para tomar uma decisão, mas indicou que 2021 marcará a sua despedida da MotoGP. O italiano afirmou que é "muito difícil" que ele esteja na pista também no próximo ano na categoria máxima da motovelocidade.
Valentino Rossi pretende avaliar durante as férias se encerra a carreira na MotoGP ou não
Valentino Rossi pretende avaliar durante as férias se encerra a carreira na MotoGP ou não
Foto: SRT / Grande Prêmio

Aos 42 anos, Rossi sempre atrelou à continuidade da carreira à performance, algo que tem faltado. Passadas as primeiras oito corridas da temporada, o veterano que ostenta sete títulos conquistados na elite do motociclismo soma apenas 17 pontos e ocupa a 19ª colocação na classificação da MotoGP.

Nesta quinta-feira, a VR46 confirmou que estará na classe rainha do Mundial de Motovelocidade em 2022 em parceria com a Ducati. No comunicado enviado à imprensa, o príncipe saudita Abdulaziz bin Abdullah Al Saud, mandatário da Aramco, a patrocinadora da nova equipe, declarou que gostaria de ver Rossi ao lado do irmão, Luca Marini. O piloto, porém, sinalizou que isso é improvável.

Valentino Rossi indicou que não seguirá na MotoGP na temporada 2022
Valentino Rossi indicou que não seguirá na MotoGP na temporada 2022
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

"Ainda não decidi. Vou pensar mais profundamente durante as férias. Também preciso falar com a Yamaha e com a equipe. Queremos tentar uma performance melhor e melhores resultados, claro", disse Rossi. "O início da temporada até aqui não foi fantástico sob esse ponto de vista. Acho que será muito difícil que eu corra também no próximo ano", seguiu.

"O príncipe está sempre me pressionando para correr ano que vem com a minha equipe e a Ducati, mas, no momento, acho que será muito difícil", frisou Rossi, confirmando ainda que conversa às vezes com o herdeiro do trono saudita, mas ressaltou que ainda não tomou a decisão.

"Em relação ao príncipe, nos falamos às vezes e ele sempre me pressiona para correr no ano que vem. Honestamente, não esperava que ele fosse dizer isso no comunicado de imprensa, mas sei que ele quer fazer isso comigo e o meu irmão", contou. "Mas uso a mesma ideia e as mesmas palavras em relação não só às chances de correr com a Ducati, mas por si só no próximo ano com a minha equipe. Acho que será muito, muito difícil", sublinhou.

Por fim, Rossi destacou que se vê como um piloto Yamaha, mas, apesar de ter conversado também com Suzuki e Aprilia, considera que a opção da VR46 de correr com a Ducati foi a "melhor para todo mundo".

"A minha relação com a Yamaha é muito boa. Acho que fizemos juntos os melhores dias da minha carreira e acho que seria muito bom se fizéssemos uma equipe juntos no próximo ano", ponderou. "Mas nós decidimos juntos, também porque corro com a Petronas, e a Petronas quer continuar com a Yamaha", detalhou.

"No fim, sentamos juntos ao redor da mesa e decidimos assim, pois é melhor para todo mundo", defendeu. "De qualquer forma, estamos muito felizes por correr com a Ducati, pois a moto é muito rápida e eles também apoiam bastante os pilotos da Academia e estão interessados nesse projeto", encerrou.

A MotoGP volta à ação já no próximo fim de semana, com a nona etapa do calendário de 2021, a etapa da Holanda, em Assen. 

 

 
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