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Quartararo cumpre meta da perfeição e dá primeiro bom passo em defesa do título

Francês foi para Portimão mirando na perfeição para manter vivo o sonho do campeonato de 2022. No GP de Portugal, 'El Diablo' esteve perto de impecável no domingo (24) para vencer, tomar a liderança do Mundial de Pilotos e começar de algum lugar a defesa do título da MotoGP

24 abr 2022 14h49
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Fabio Quartararo segue sem contrato com a Yamaha para 2023
Fabio Quartararo segue sem contrato com a Yamaha para 2023
Foto: Yamaha / Grande Prêmio

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Fabio Quartararo atingiu a meta com a vitória no GP de Portugal deste domingo (24). O piloto de Nice chegou em Portimão afirmando que não poderia se dar ao luxo de cometer erros se quisesse seguir vivo na luta pelo título de 2022 da MotoGP e sai da quinta etapa da temporada no topo da classificação do Mundial de Pilotos.

Desde o início da pré-temporada, Fabio nem se esforça para esconder a insatisfação com o trabalho dos engenheiros de Iwata. O piloto de 23 anos recém-completos queria um motor mais potente, especialmente para poder enfrentar o aumento de motos Ducati no grid ― de seis para oito em relação ao ano passado ―, mas não ficou nem perto de ter o desejo atendido. Etapa sim, outra também, a YZR-M1 está sempre na lanterna do speed trap e é vítima preferencial no confronto com as Desmosedici. Mas não só com elas, já que Honda, Aprilia e KTM também têm motores mais fortes.

CLASSIFICAÇÃO MOTOGP

Fabio Quartararo foi perto de irretocável e alcançou a meta no GP de Portugal de MotoGP (Foto: Yamaha)

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Até Suzuki, que também usa um propulsor de quatro cilindros em linha como a Yamaha, conseguiu dar um salto com a potência, mas sem perder as qualidades da moto em termos de ritmo de curva e dirigibilidade, o que serviu para aumentar a pressão no time dos três diapasões.

Com o passar das corridas, e os resultados poucos reluzentes que se seguiram, as queixas de Fabio só fizeram aumentar. 'El Diablo' e o empresário dele passaram, inclusive, a falar abertamente sobre a possibilidade de defender outra equipe em 2023, já que o atual contrato atual chega ao fim neste ano.

A vitória nesta quinta etapa do campeonato de 2022 não resolve todos os problemas, longe disso, mas é um primeiro passo em direção a meta de Quartararo de defender o título. Afinal, agora o francês chegou ao topo da tabela de classificação.

Falando à imprensa após a corrida, Fabio contou que teve dificuldades em ver a equipe aplaudi-lo pelo sétimo lugar no GP das Américas, já que não é o tipo de resultado que ele espera conquistar.

"Faz um longo tempo desde que eu conquistei a vitória, acho que foi em agosto em Silverstone", disse Quartararo. "Mas também pelos momentos difíceis que tive neste ano. Foi um período curto, quatro corridas, mas quando você vence o campeonato, você sempre quer lutar outra vez pelo campeonato", seguiu.

A meta de Lin Jarvis é convencer Fabio Quartararo a ficar na Yamaha (Foto: Yamaha)

"Para mim, foi difícil aceitar que fiquei feliz em terminar em sétimo em Austin, pois melhorei muito meu ritmo em relação ao ano anterior [quando fui segundo, mas] não melhoramos muito a moto, sabemos o que está acontecendo", comentou. "Então, claro, é difícil para mim ver a equipe me aplaudindo pela sétima colocação. Na minha cabeça, a sétima colocação não era boa, mas fiquei feliz", comentou.

"Mas hoje, foi especial lutar pela vitória mais uma vez, uma coisa emocionante, pois sempre disse que lutaria da mesma forma para ser primeiro, quinto ou décimo", comentou. "E, claro, hoje foi muito mais divertido, e foi por isso que fiquei tão emocionado", desabafou.

Critico constante da falta de evolução da Yamaha no quesito potência, Fabio avaliou que não foi tão prejudicado pela deficiência da YZR-M1 em Portimão graças à excelente performance da moto na última curva da pista portuguesa.

"Basicamente, nunca disse que a moto não estava funcionando", lembrou. "A moto está funcionando de uma maneira que, quando não funciona, você não luta por este tipo de posição. É verdade que falta muita velocidade máxima na moto, mas, neste tipo de pista, não estava me sentindo mal em relação a velocidade máxima, pois eu estava saindo super rápido da última curva e na saída da colina eu estava tentando não empinar muito e era muito forte lá", indicou.

"Acho que o ponto chave para mim foi o último setor e, para mim, foi consequência desta pista, onde me senti muito melhor. Mas não mudou nada realmente", avaliou.

Questionado se o resultado deste domingo muda alguma coisa em relação ao futuro na MotoGP, já que o contrato com a Yamaha vence no fim de 2022, Fabio respondeu de forma sucinta: "Não".

Uma vitória não resolve os problemas, mas é um lembrete a Fabio de que a Yamaha é capaz de vencer. Talvez seja o lembrete de que os japoneses precisam para convencê-lo a ficar. O que não tira dele o direito e a razão de pedir por melhora na M1.

A MotoGP volta às pistas na semana que vem para o GP da Espanha, em Jerez de la Frontera. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da sexta etapa do Mundial de Motovelocidade 2022.

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