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Pol Espargaró celebra 1º pódio com Honda e diz que correu "super risco" ao deixar KTM

Espanhol conquistou no GP do Feito na Itália e da Emília-Romanha o melhor resultado da carreira na MotoGP. O irmão de Aleix exaltou o empenho da Honda em dar a volta por cima após um período de muita dificuldade

27 out 2021 09h59
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Pol Espargaró conquistou o melhor resultado da carreira na MotoGP em Misano
Pol Espargaró conquistou o melhor resultado da carreira na MotoGP em Misano
Foto: Repsol / Grande Prêmio

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Pol Espargaró afirmou que correu um "super risco" ao trocar a KTM pela Honda em 2021. O catalão alcançou no GP do Feito na Itália e da Emília-Romanha o primeiro pódio com a montadora japonesa, mas também o melhor resultado da carreira na MotoGP.

O irmão de Aleix subiu para a classe rainha em 2014 como campeão da Moto2, com a Yamaha da Tech3, mas o primeiro pódio veio apenas em 2018, com um terceiro lugar no GP da Comunidade Valenciana, o primeiro top-3 da KTM na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

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Pol Espargaró exaltou o sorriso de Takeo Yokoyama em Misano (Foto: Repsol)

Depois de quatro temporadas com os austríacos, Pol trocou a KTM pela Honda, mas as primeiras corridas com a RC213V não foram fáceis. Além da mudança de equipamento, o caçula dos Espargaró também pegou uma fase difícil para o time comandado por Alberto Puig.

Até a corrida de Misano, Pol tinha como melhor resultado o quinto lugar no GP da Grã-Bretanha, mas celebrou não só a oportunidade de "romper a barreira do pódio", mas também de formar uma dobradinha com Marc Márquez, que venceu a disputa.

"Significa muito romper essa barreira do pódio aqui na Honda, é um alívio", disse Espargaró. "Corri um super risco na minha carreira no ano passado [ao deixar a KTM] e, honestamente, todo mundo viu que eu estava com muita dificuldade durante o ano", seguiu.

"Mas é super legal finalmente conquistar este resultado. Pelo ego, é bom para mim como piloto, mas é importante para o time, que tem trabalhado imensamente", ponderou.

Pol apontou diferenças no estilo de trabalho entre uma equipe europeia, como a KTM, e uma japonesa, como a Honda.

"A importância deste primeiro pódio… Antes de mais nada, o mais importante é para a Honda, por ter duas motos em primeiro e segundo", comentou, se referindo à primeira dobradinha desde o GP de Aragão de 2017. "Isso é inacreditável depois de algumas temporadas duras. Ano passado também foi difícil para a Honda", ressaltou.

"Falando em ego, é super importante para mim como piloto. Acho que é a minha melhor posição na MotoGP. Com a KTM, estive sempre em terceiro", recordou. "Então, com certeza, foi um momento importante para a minha carreira, mas sinto mais alívio pela Honda", declarou.

Ainda, Pol considerou que a Covid-19 exigiu mais da Honda, já que os japoneses são mais exigentes com segurança do que os europeus.

"Vocês não viram esses caras trabalhando enormemente no passado. Já disse que nos tempos de Covid em que estive com uma fábrica europeia, sei como eles estavam trabalhando e era com tudo mesmo na época em que a Covid estava atingindo fortemente a Europa", citou. "Mas, como vocês sabem, os japoneses levam super a sério a segurança, mais seriamente do que os europeus e, com certeza, tiveram mais dificuldades na era da Covid do que as fábricas europeias", avaliou.

Apesar de feliz com o próprio resultado, Pol se disse ainda mais contente por ver os sorrisos de Takeo Yokoyama, diretor-tecnico da Honda, e Tetsuhiro Kuwata, diretor da HRC.

"Vimos fábricas europeias darem passos enormes essa época da Covid, enquanto os japoneses estavam com um pouco mais de dificuldade. Então, com certeza, é importante para mi, mas acabei de ver o rosto de Takeo, de Kuwata-san, e foi mais do que incrível. É uma loucura o quanto eles estão felizes", concluiu.

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