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Com oito motos, Ducati investe na juventude e prepara bases de futuro forte na MotoGP

Com Pramac, Gresini e VR46 na clientela, a fábrica de Borgo Panigale tem um plantel de enormes talentos e garante material humano suficiente para sair da fila na MotoGP. Resta saber se a moto vai acompanhar

24 jun 2021 09h20
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Ducati já conta com pilotos bastante jovens
Ducati já conta com pilotos bastante jovens
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

A Ducati está apostando forte no futuro. Longe do título da MotoGP desde 2007, ainda na era Casey Stoner, a marca de Borgo Panigale vai ser a mais presente no grid da MotoGP em 2022, com oito motos distribuídas por quatro equipes: a oficial, a Pramac, a Gresini e a VR46.

Ao longo dos últimos anos, a Ducati tem tratado de evoluir o projeto da Desmosedici e se consolidou como protagonista na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Mas a melhora do protótipo vermelho não foi suficiente para colocar um fim no jejum de título. O melhor que conseguiu foram os três vice-campeonatos de Andrea Dovizioso.

Luca Marini, por enquanto, é a única certeza na VR46
Luca Marini, por enquanto, é a única certeza na VR46
Foto: VR46 / Grande Prêmio

A equipe comandada por Gigi Dall'Igna, então, decidiu pela renovação já neste ano. Dovizioso e Danilo Petrucci se despediram, com Jack Miller e Francesco Bagnaia promovidos para a equipe oficial a partir da Pramac, que ficou com Johann Zarco ― o mais experiente entre os seis pilotos que hoje 'vestem vermelho' ― e Jorge Martín. A Avintia/VR46, por outro lado, colocou Luca Marini e Enea Bastianini nas duas defasadas GP19. Assim, a média de idade baixou para 24,8 anos.

Só nesta tacada, a Ducati garantiu três novatos ― Martín, Marini e Bastianini ― e ainda deu a Zarco a chance de reconstruir a carreira. Chance que, aliás, ele vem aproveitando muitíssimo bem.

Para 2022, a Ducati não só mantém o time, mas ainda incorpora pelo menos mais um jovem vindo da Moto2: Fabio Di Giannantonio, que vai correr com a Gresini. Marco Bezzecchi é o mais cotado para a outra vaga da VR46, mas ainda resta uma dúvida em relação ao futuro de Valentino Rossi. O saudita que vai patrocinar a equipe disse na primeira manifestação pública que espera ter os irmãos de Tavullia correndo lado a lado.

Com ou sem Rossi, é fato notório que os pilotos estão subindo muito bem preparados da classe intermediária. Foi assim com o próprio Martín, que foi ao pódio na segunda corrida da carreira. Outro que deu resultado quase imediato foi Brad Binder, titular da KTM, que venceu na terceira corrida na MotoGP.

Assim, investir em um novato é uma aposta longeva, mas não exatamente no futuro. O histórico recente mostra que esses jovens chegam já buscando resultado e com uma longa carreira pela frente. Além de exigirem um salário bastante menor do que os pilotos já consolidados.

Ao ampliar o número de motos no grid, a Ducati se coloca sob pressão, mas também faz um investimento considerável, montando um 'cardápio' variado de talentos, com pilotos com estilos diferentes e ansiosos para crescerem na carreira e mostrarem que podem fazer mais.

Assim como não falta hoje, também não vai faltar material humano à Ducati em 2022. Se acertar a mão com a moto, mantendo o mesmo bom nível do protótipo atual, a casa de Bolonha aumenta as chances de sair da fila e, enfim, voltar a estampar um de seus pilotos na Torre dos Campeões da MotoGP. Já passou da hora de os italianos colherem os frutos dos investimentos que têm feito.

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