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Motociclismo

Álex Márquez revela dificuldades com Honda em 2022: "Estava no limite da saúde mental"

Álex se diz grato à Honda e à LCR, mas diz que mudança para a Gresini foi um movimento importante para se manter a motivação na carreira

23 jan 2023 - 05h31
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Álex Márquez chegou ao limite com a LCR e a Honda
Álex Márquez chegou ao limite com a LCR e a Honda
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

Álex Márquez teve uma temporada difícil em 2022, ano que marcou a despedida com as motos da Honda na MotoGP. Agora confirmado como piloto da Gresini para 2023, o irmão mais novo de Marc lembrou que passou por maus bocados nos seus últimos dias junto à LCR, equipe satélite da fábrica japonesa.

O último ano foi, certamente, o mais difícil da carreira do espanhol na Classe Rainha do Mundial de Motovelocidade. Ao longo do calendário, Álex Márquez foi capaz de pontuar em apenas 13 oportunidades, sendo que terminou entre os dez melhores apenas em quatro ocasiões. Como resultado, conseguiu apenas 50 pontos e fechou o campeonato com um discreto 17º lugar.

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Em junho, o piloto decidiu assinar com a Gresini e, desde então, as coisas só pioraram dentro da antiga casa, já que as chances de receber novas peças de desenvolvimento praticamente desapareceram.

Durante o lançamento da nova moto da Gresini, que aconteceu no último sábado, Álex Márquez revelou que o momento difícil o afetou mentalmente.

"É verdade que depois do teste de Valência fiz uma pausa, porque estava um pouco no limite da saúde mental em relação às motos e tudo o que estava acontecendo. Terminei a temporada um pouco no limite para toda a situação", contou o espanhol.

"Como já mencionei várias vezes, me senti um pouco sozinho dentro do box, mas agora é coisa do passado. Sim, eu sofri, mas também aprendi com aquela situação", lembrou.

Álex Márquez defenderá a Gresini em 2023
Álex Márquez defenderá a Gresini em 2023
Foto: Gresini / Grande Prêmio

Apesar de se sentir sozinho, Álex reconheceu que a LCR tentou apoiar de todas as formas possíveis, mas o período complicado enfrentado pela Honda complicou a situação de todos os pilotos.

"Não foi fácil para ninguém. Sofrendo com a moto, sofrendo com as peças, mas não posso reclamar da equipe LCR. Eles estiveram lá comigo o tempo todo. Eu tinha uma equipe muito boa e em Valência foi muito emocionante deixar o time, mas é algo que eu precisava", reconheceu o agora titular da Gresini.

"É uma grande oportunidade para mim [correr pela Gresini]. Senti uma recepção muito boa e calorosa em Valência. Fui à fábrica da Ducati em dezembro. Portanto, o sentimento e as emoções são ótimos, a motivação está alta, porque na temporada passada eu estava em uma situação difícil, mas nunca perdi a motivação e agora precisamos continuar assim", finalizou.

Álex vai poder mostrar sua motivação e o desempenho com as motos da Ducati no dia 26 de março, quando a temporada se inicia com o GP de Portugal.

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Grande Prêmio
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