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Morre Mabel Bocchi, lenda do basquete feminino italiano

Ex-jogadora da seleção 'sucumbiu a uma doença cruel'

4 dez 2025 - 08h32
(atualizado às 09h26)
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A ex-jogadora Mabel Bocchi, considerada uma das maiores figuras do basquete feminino italiano na década de 1970, faleceu na manhã desta quinta-feira (4), aos 72 anos, no sul da Itália.

Mabel Bocchi era conhecida como 'Divina'
Mabel Bocchi era conhecida como 'Divina'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo fontes da Federação Italiana de Basquete, a "Divina", como era conhecida, morreu em sua casa em San Nicola Arcella, na Calábria, após "sucumbir a uma doença cruel poucos meses antes do falecimento".

Ícone absoluto do esporte no país, Bocchi marcou época sobretudo no GEAS de Sesto San Giovanni, clube com o qual conquistou o primeiro título europeu feminino da história obtido por uma equipe italiana em qualquer modalidade - uma vitória por 74 a 66 sobre o Slavia Praga em 1977/78.

A vitória foi um marco na carreira da atleta e abriu caminho para o crescimento do basquete feminino na Itália.

Pela seleção italiana, Bocchi disputou três Campeonatos Europeus, incluindo a edição de 1974, na qual contribuiu para que a equipe alcançasse um expressivo terceiro lugar ? a primeira medalha conquistada pela "azzurra" na competição. No ano seguinte, em 1975, representou o país no Campeonato Mundial realizado na Colômbia.

Nascida em Parma, filha de pai argentino - daí o nome Mabel -, ela começou a jogar basquete em Avellino, mudando-se para Sesto San Giovanni aos 15 anos, onde rapidamente se tornou uma estrela.

Ao longo de sua carreira, a italiana conquistou oito Scudetti consecutivos no interior de Milão, capitalizando sua combinação de altura e dinamismo como uma pivô moderna.

Seus duelos contra Uljana Semionova, a lendária jogadora de 2,13 metros do Daugawa Riga, foram memoráveis. As duas, que se enfrentaram tanto por clubes quanto pelas respectivas seleções, acabaram tornando-se amigas fora das quadras.

Depois, ela se transferiu para Turim, onde conquistou mais dois Scudetti e uma Liga dos Campeões.

De personalidade exuberante ? fumante e amante de mudanças de visual ?, soube aproveitar sua versatilidade e tornou-se uma figura conhecida também fora das quadras, graças à carreira de jornalista que iniciou após encerrar sua trajetória competitiva, em 1982.

Bocchi colaborou com a "Gazzetta dello Sport" e o "Corriere della Sera", mas, sobretudo, foi o rosto da "Domenica Sportiva" na década de 1980. Ela também recebeu o título de professora universitária mais jovem da Itália.

Em 2007, a Federação Italiana de Basquete a incluiu no Hall da Fama do Basquete Italiano.

Ansa - Brasil
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