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Marco Aurélio Cunha deixa futuro do técnico Vadão nas mãos do presidente da CBF

Coordenador de seleções femininas da CBF evitou projetar possível continuidade ou saída do treinador

24 jun 2019
12h38
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Um dia depois de o Brasil ser eliminado pela França nas oitavas de final do Mundial Feminino, o coordenador de seleções femininas da CBF, Marco Aurélio Cunha, afirmou nesta segunda-feira, em Le Havre, que o futuro do técnico do time nacional, Vadão, está nas mãos do presidente da entidade, Rogério Caboclo.

O dirigente evitou projetar a continuidade ou a possível saída do comandante, assim como elogiou o trabalho realizado pelo treinador. A eliminação da equipe brasileira ocorreu com uma derrota por 2 a 1 para as francesas, anfitriãs da competição, em confronto definido apenas na prorrogação no último domingo.

"Acho que ele (técnico da seleção) fez uma ótima Copa (do Mundo), independentemente das críticas de costume contra ele. Agora quem decide o futuro da seleção é o presidente da CBF. Sou tão funcionário da CBF quanto o Vadão", ressaltou Marco Aurélio, em entrevista coletiva na porta do hotel onde o time de Marta estava hospedado, antes de seguir ao aeroporto para embarcar no voo de volta ao Brasil.

O coordenador também deixou claro que estaria preparado para a sua própria demissão do cargo que ocupa atualmente. "Se (os dirigentes) acharem, chegando ao Brasil, que nosso tempo (dele e de Vadão) deu, a gente vai entender. Se quiserem que a gente prossiga, a gente prossegue. Estou com a minha consciência absolutamente tranquila. Fiz tudo o que eu pude por essa seleção", completou o dirigente.

Marco Aurélio ainda exaltou o desempenho da seleção brasileira no Mundial, no qual, antes da eliminação sofrida diante das francesas, conquistou vitórias sobre Jamaica (3 a 0) e Itália (1 a 0), além de ter sido derrotada pela Austrália (3 a 2) na fase de grupos da competição.

"Foi uma derrota muito sofrida, mas extremamente honrosa. A gente sai com o espírito altamente elevado pelo que elas (jogadoras brasileiras) fizeram. Não é fácil jogar para 30 mil pessoas torcendo para o time da casa, protagonista, anfitrião, mas o Brasil foi muito bem. A bola nossa não entrou e a delas entrou. É triste, mas é gratificante ver que nós temos jogadoras neste nível", analisou.

Após cair no Mundial, a seleção feminina foca como o seu próximo principal objetivo a Olimpíada de Tóquio-2020, competição para a qual já assegurou classificação ao conquistar o título do Copa América no ano passado. Depois do torneio continental, o time nacional amargou uma sequência de nove derrotas consecutivas e chegou ao Mundial desacreditado, mas evoluiu e exibiu um papel digno no torneio realizado na França.

Estadão
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