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Malagò ganha apoio de jogadores e técnicos para assumir futebol italiano

Ex-chefe de comitê olímpico também conta com votos de clubes da Série A

30 abr 2026 - 12h51
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Sindicatos de jogadores e técnicos declararam apoio nesta quinta-feira (30) ao ex-presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) Giovanni Malagò nas eleições que definirão o novo mandatário da Federação de Futebol da Itália (Figc), que está sem comando desde vexame da Azzurra nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.

    Malagò foi candidatado pela Lega Serie A, entidade que administra a primeira divisão do país, com o apoio de 18 dos 20 clubes do campeonato (as exceções são Lazio e Verona), e agora poderá contar também com os votos da Associação Italiana de Jogadores (AIC) e da Associação Italiana de Treinadores de Futebol (Aiac).

    "Jogadores e treinadores maturaram uma orientação compartilhada ao identificar Giovanni Malagò como a pessoa capaz de responder aos muitos desafios do presente e, sobretudo, do futuro", diz um comunicado conjunto dos dois sindicatos.

    O ex-chefe do Coni se reuniu com a AIC e a Aiac na semana passada, ocasião em que "surgiram importantes convergências sobre os principais pontos programáticos", como a necessidade de "sustentabilidade e reformas" no futebol italiano.

    "Essa visão de política esportiva, partindo do impulso inicial dos times da Série A, oferece garantias nesta delicada e importante temporada federativa", acrescenta a nota, que defende um programa para "relançar todo o sistema futebolístico italiano".

    Malagò chefiou o Coni entre fevereiro de 2013 e junho de 2025 e é tido como grande responsável pelo fortalecimento do movimento olímpico italiano, que vem de recordes de medalhas e de ouros tanto nos Jogos de Verão como nos de Inverno.

    O dirigente também presidiu o Comitê Organizador das Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d'Ampezzo, realizadas em fevereiro passado e consideradas um sucesso de público e de imagem para a Itália.

    Ele deve ter como adversário Giancarlo Abete, presidente da Figc entre 2007 e 2014 e apoiado pela Liga Nacional de Amadores (LND), entidade responsável pela Série D e pelos campeonatos inferiores.

    As eleições estão marcadas para 22 de junho e serão realizadas pelos 276 delegados dos sete componentes que formam a federação: as ligas de primeira (20 delegados), segunda (20), terceira (58) e quarta (91) divisões e os sindicatos de atletas (52), técnicos (26) e árbitros (9).

    Ao todo, esses 276 delegados expressarão 516 votos, já que alguns grupos, como os clubes da Série A, têm peso maior. Porém a Liga Nacional de Amadores detém o maior número de votos: 176.

    Em seguida aparecem os jogadores (103), a terceira divisão (88), a Série A (62), os técnicos (51), a Série B (26) e os árbitros (10).

    A Figc era presidida desde 2018 por Gabriele Gravina, que renunciou após a derrota da Itália nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia para a Copa. O vexame também custou os cargos do técnico da Azzurra, Gennaro Gattuso, e do chefe de delegação da seleção, Gianluigi Buffon. .

Ansa - Brasil
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