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Mais de 40 torcedores do Náutico acionam Sport na Justiça por ingressos do Clássico dos Clássicos

Torcedores do Náutico ingressam com ações contra Sport e empresa de bilhetagem por supostas irregularidades na venda de ingressos para clássico na Ilha do Retiro.

2 jun 2026 - 14h53
(atualizado às 15h04)
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Uma série de ações judiciais movidas por torcedores do Clube Náutico Capibaribe começou a tramitar nos Juizados Especiais de Pernambuco após o último Clássico dos Clássicos disputado na Ilha do Retiro. Até o momento, mais de 40 torcedores ingressaram individualmente na Justiça contra o Sport Club do Recife e a empresa responsável pela comercialização dos ingressos, a Balada Eventos e Atrações Ltda., conhecida como Balada App.

Torcida do Náutico na Ilha do retiro, estádio do Sport Clube Recife
Torcida do Náutico na Ilha do retiro, estádio do Sport Clube Recife
Foto: Rafael Vieira / CNC / Portal de Prefeitura

Os processos questionam a forma como ocorreu a venda dos bilhetes destinados à torcida visitante e apontam possíveis violações a direitos do consumidor e normas esportivas. Os autores das ações pedem ressarcimentos financeiros e indenizações por danos morais.

Torcedores questionam valor cobrado para visitantes

Um dos principais pontos levantados nos processos envolve o preço dos ingressos destinados aos torcedores alvirrubros.

Segundo os autores, o valor inicialmente praticado para o setor visitante teria ultrapassado o limite previsto no Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). As ações sustentam que o ingresso foi comercializado por R$ 150, enquanto o valor máximo permitido seria de R$ 120, considerando o preço do ingresso mais barato destinado à torcida mandante.

Os torcedores também argumentam que houve redução do valor para R$ 120 pouco antes do início da partida, fato que, segundo eles, reforçaria os questionamentos sobre a cobrança inicial.

Meia-entrada também é alvo de contestação

Outro ponto presente nas ações envolve a suposta indisponibilidade da opção de meia-entrada durante o processo de compra dos ingressos.

Os autores afirmam que estudantes e demais beneficiários previstos em lei não encontraram a modalidade de compra com desconto na plataforma digital utilizada para as vendas.

Com isso, segundo as petições, consumidores que teriam direito ao benefício foram obrigados a adquirir ingressos pelo valor integral para garantir presença na partida.

A questão deverá ser analisada pelo Judiciário com base na documentação apresentada pelas partes envolvidas.

Taxa de conveniência gera nova discussão

Os processos também questionam a cobrança de taxa de conveniência vinculada à venda online dos ingressos.

De acordo com os torcedores, a ausência de uma alternativa presencial para aquisição dos bilhetes teria tornado obrigatória a utilização da plataforma digital e, consequentemente, o pagamento da taxa adicional.

As ações citam entendimentos já consolidados em decisões judiciais sobre a necessidade de disponibilização de meios alternativos de compra para evitar caracterização de venda casada.

Pedidos incluem devolução de valores e danos morais

Além do ressarcimento dos valores considerados indevidos, os torcedores pedem que a Justiça determine a devolução em dobro de quantias supostamente cobradas de forma irregular.

As ações também solicitam indenizações por danos morais. Os autores alegam que enfrentaram dificuldades relacionadas ao acesso ao estádio, à utilização da estrutura disponibilizada para visitantes e à saída da praça esportiva após o encerramento da partida.

Os valores pleiteados variam conforme cada processo, mas incluem pedidos de reparação financeira pelos transtornos relatados.

Caso ainda será analisado pela Justiça

As ações estão em fase inicial de tramitação e ainda não houve julgamento de mérito sobre as alegações apresentadas pelos torcedores.

Sport Club do Recife e Balada Eventos deverão ser intimados para apresentar suas versões dos fatos dentro dos processos. Somente após a análise das provas e manifestações das partes o Poder Judiciário poderá decidir se houve ou não irregularidades na comercialização dos ingressos.

O caso também poderá despertar a atenção de órgãos de defesa do consumidor e entidades fiscalizadoras, caso sejam identificados elementos que justifiquem apurações administrativas paralelas.

Enquanto isso, a discussão segue nos tribunais e pode abrir precedentes importantes para futuras comercializações de ingressos em clássicos do futebol pernambucano.

Portal de Prefeitura
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