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Senegal aposta na dedicação do elenco por vaga nas oitavas da Copa

Melhor representante da África no Mundial de 2018, Senegal conta com a experiência de Aliou Cissé para acumular vitórias por vaga na próxima fase da competição mundial

23 jun 2018
08h05
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Com o pé direito. Foi assim que a seleção de Senegal fez sua estreia na Copa do Mundo contra a Polônia após 16 anos longe da competição. Na Arena Spartak, a equipe comandada por Aliou Cissé garantiu a vitória por 2 a 1 com muito esforço e dedicação em campo, mas também contou com a 'forcinha' do gol contra de Cionek e a velocidade de Niang para formar o resultado, que lhe deu uma boa vantagem na briga por vaga nas oitavas de final.

Senegal estreou no Grupo H com importante vitória por 2 a 1 sobre a seleção polonesa (AFP)
Senegal estreou no Grupo H com importante vitória por 2 a 1 sobre a seleção polonesa (AFP)
Foto: Lance!

Campanha classificatória para o mundial
O futebol esforçado que Senegal mostrou na estreia é fruto do trabalho que o time realiza desde as Eliminatórias da África, quando se classificou de forma invicta, mas não sem controvérsias. Ainda pela segunda fase, a equipe empatou em 2 a 2 com Madagascar fora de casa e deixou a torcida com poucas esperanças, mas surpreendeu no jogo de volta, ao aplicar a vitória por 3 a 0, resultado que fez a ponte até a fase de grupos.

Na fase classificatória, as quatro vitórias e dois empates em seis jogos garantiram Senegal como líder do Grupo D (que tinha Burkina Faso, Cabo Verde e África do Sul) e maior pontuador da etapa ao lado da Tunísia, com 14 pontos. Entretanto, a classificação de forma invicta passou por polêmicas. A derrota para a África do Sul (2 x 1) foi anulada depois que o Tribunal Arbitral do Esporte identificou manipulação do resultado pelo árbitro da partida, Joseph Lamptey, excluído da atividade. Na reposição, deu vitória senegalesa e a equipe garantiu vaga no Mundial da Rússia com folga.

Desastre nos amistosos
Já nos amistosos preparatórios para o Mundial, a situação foi um pouco diferente. Após empates com Uzbequistão (1 a 1), Bósnia (0 a 0) e Luxemburgo (0 a 0), os senegaleses sofreram uma derrota por 2 a 1 para a Croácia e só conseguiram um resultado positivo na última chance, com vitória por 2 a 0 sobre a Coreia do Sul no dia 11 de junho.

Aliou Cissé promete campanha melhor que a de 2002
A campanha que colocou Senegal na Copa do Mundo após 16 anos foi comandada por Aliou Cissé, que curiosamente já havia feito história como capitão dos Leões em 2002, ano em que a equipe chegou às quartas de final após eliminar a então campeã França. Além dele, seguem na comissão técnica senegalesa outros dois jogadores do período: Tony Sylva e Omar Daf.

Peças fortes do time
Cissé, que é o técnico mais jovem desta edição do Mundial, com 42 anos, e também o único negro, pretende superar os resultados conquistados quando ele estava entre as quatro linhas. Para isso, conta com a experiência de peças pontuais no time, casos de Kalidou Koulibaly, um dos maiores zagueiros em atuação na Europa; Idrissa Gueye e Cheikhou Kouyate, nomes que dão velocidade ao meio de campo; Sadio Mané e Keita Balde, eficazes nas finalizações e esperanças de gol pela capacidade que têm de decidir jogos.

Pontos positivos e destaques da estreia que devem ser mantidos
Apesar de ter um elenco forte e rápido, a seleção senegalesa não se destaca pelo perfil técnico. Entretanto, na estreia contra a Polônia, mostrou ser um time que segue as táticas impostas por Cissé. Liderada em campo por Sadio Mané, que também orientou os companheiros durante o confronto, a seleção teve um pouquinho de sorte para abrir o placar com chute de Gueye, que foi desviado por Cionek. Porém mostrou boa desenvoltura e atenção aos erros do rivais para criar chances nos momentos em que a bola não estava tão fácil.

Além disso, a seriedade e calma que o time conseguiu manter mesmo após sofrer o gol de Krychowiak já no final do segundo tempo foi essencial na administração do placar, que terminou com vitória senegalesa por 2 a 1. O resultado positivo conquistou o respeito dos adversários, a admiração dos expectadores e ainda gerou mais confiança na equipe para o próximo compromisso, contra o Japão. Além disso, a seleção senegalesa segue como melhor representante do continente africano na disputa.

A tendência é que Aliou Cissé realize mudanças na equipe que enfrentou a Polônia na intenção de não depender da sorte diante do Japão, que também estreou com uma importante vitória sobre a Colômbia. Entretanto, os cortes pontuais do zagueiro Koulibaly, a movimentação de ataque entre Mané, Niang e Gueye, que garantiram a vitória senegalesa, mostraram sua importância e devem ser mantidos.

* Sob supervisão do editor Hugo Mirandela

Lance!
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