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Programa debate ato político: 'E se fosse Globo lixo?'

Apresentador Marcelo Barreto levantou pergunta de internauta sobre atitudes de jogadores

21 set 2020
10h57
atualizado às 11h04
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O programa Redação SporTV debateu, na manhã desta segunda-feira, o caso de uma atleta do vôlei de praia que fez manifestações políticas após uma partida, neste domingo. Os comentaristas Eduardo Mansur e Arthur Dapieve, além do apresentador Marcelo Barreto, discutiram sobre o espaço de crítica social no esporte.

Marcelo Barreto é o principal apresentador do SporTV nas manhãs do canal esportivo (Reprodução/ SporTV)
Marcelo Barreto é o principal apresentador do SporTV nas manhãs do canal esportivo (Reprodução/ SporTV)
Foto: LANCE!

"Como reagiríamos se um atleta fosse para o pódio e diz "A Globo é um lixo e o Bolsonaro tem razão", por exemplo?", disse o apresentador, comparando a suposição com um grito de "Fora, Bolsonaro", como foi o caso da atleta de vôlei.

"Estou aqui só fazendo provocações. (...) Ou então se fosse "Fora, Globo"? Entender que ali é um direito de manifestação política mesmo que envolva a emissora que está transmitindo aquele evento? Que está dando espaço para aquele atleta falar?", comentou Barreto.

Para Dapieve, caso atitudes com essa apontadas por Barreto contra a emissora vierem a acontecer, o máximo que a Globo poderia fazer é entender que faz parte do jogo democrático e escrever uma nota para seu público.

"O evento ao vivo foge do controle, as coisas acontecem. Jogador levanta a camisa, cara peladão correndo... Se eles se manifestam, seria o caso da Rede Globo manifestar dizendo que lamenta e tomar muito cuidado com essa nota de lamento, se for necessário", afirmou o jornalista.

Outro ponto criticado pelos jornalista seria uma possível punição à Carol Solberg por parte da patrocinadora Banco do Brasil. Por ser uma instituição pública, alguns dirigentes teriam se irritado com a manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro. Para Mansur, a atitude da jogadora faz parte da liberdade de expressão, e não deveria ser punida. por "dirigentes temporários".

"Quanto mais a gente colocar na agenda a manifestação do atleta, talvez, naturalmente, pela ampliação do debate, chegaremos a fronteira do limite do que é aceitável ou não aceitável dentro um evento esportivo", disse ele, tratando o tema como um tabu.

Ainda no programa, Barreto abriu o assunto sobre manifestações por direitos sociais ou políticos, mas indicou que o tema é frágil pelo espaço aos discursos de ódio.

"Imaginei um atleta do Irã dizendo que não reconhece o estado de Israel, por exemplo. Talvez seja um posicionamento só político. Mas, um internauta nos fez uma provocação que nos envolve: "Acredito que expressar-se tal como os jogadores de basquete e o Lewis Hamilton, na F1, está legal, mas você pega um que grite 'Fora, Supremo" (em referência ao Supremo Tribunal brasileiro). "Fora, Supremo" fere as liberdades democráticas", apontou ele, antes de comentar o caso "Globo lixo".

No domingo, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) repudiou a atitude de Carol Solberg, que declarou "Fora, Bolsonaro" após a conquista do bronze na primeira etapa da temporada do Circuito Brasileiro de vôlei de praia, transmitida ao vivo no SporTV, ao lado de Talita.

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