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No radar de Tite, Gerson e Matheus Henrique são apostas de Flamengo e Grêmio para a semifinal

Em alta, volantes são responsáveis pelo dinamismo e qualidade no setor das equipes. L! mostra números e o papel importante que a dupla carrega para a partida no Maracanã

22 out 2019
22h59
atualizado às 22h59
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Flamengo e Grêmio são duas equipes utilizadas como "modelos" quando o assunto é futebol bonito no Brasil. A relação vem do apreço pela posse de bola, ofensividade, passes curtos desde a defesa e dois meio-campistas que balizam o estilo: Gerson, no Rubro-Negro, e Matheus Henrique, no Tricolor Gaúcho. Respectivamente aos 22 e 21 anos, os jogadores são esperanças também para a Seleção Brasileira. Enquanto o camisa 8 do Flamengo está nos planos de Tite, o 14 gremista foi uma das novidades na última Data Fifa. Os maestros vão medir forças na noite desta quarta-feira, às 21h30, no Maracanã, pela semifinal da Copa Libertadores. O LANCE! acompanha as emoções em tempo real.

Nas estatísticas, Gerson e Matheus Henrique possuem números impactantes. Em 17 jogos no Campeonato Brasileiro, o carioca já deu 830 passes, uma média de 48,8 por partida. A efetividade é a maior entre os homens do time treinado por Jorge Jesus: 92,2%. Uma fonte de segurança no centro do campo flamenguista. Defensivamente, ponto onde sempre foi cobrado, os registros também são positivos: 90,6% de desarmes certos.

O pupilo de Renato Gaúcho é o jogador do Grêmio que mais dá passes na temporada. Entre Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil, já foram 1596 toques na bola, uma média de quase 80 por jogo e uma efetividade de 96%. Nos desarmes, o número é inferior ao adversário de quarta, mas ainda assim determinante: 86,7%.

SUCESSO METEÓRICO EM 2019

Gerson e Matheus Henrique são os considerados maestros de Flamengo e Grêmio (Foto: Divulgação)
Gerson e Matheus Henrique são os considerados maestros de Flamengo e Grêmio (Foto: Divulgação)
Foto: Lance!

Gerson é o dono da bola no Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

A ascensão dos dois chama mais a atenção pelo contexto. Gerson voltou ao país no mercado do meio do ano depois de uma passagem que pouco será lembrada pela Europa. O Flamengo fez um investimento de R$ 50 milhões para tê-lo em definitivo em negócio com a Roma, da Itália. Inicialmente contratado para jogar de segundo volante, passou por quase todas as posições do meio para frente e foi alcunhado de "Curinga" por Jorge Jesus. Em três meses, virou unanimidade dentro e fora do clube.

Matheusinho, como é conhecido Matheus, é a joia do Grêmio em 2019. Ele ocupou o vácuo deixado por Arthur, que foi contratado pelo Barcelona em 2018, para preencher a lacuna que faltava ao time de Renato Gaúcho: uma peça que pudesse ditar o ritmo da partida, tal qual o atual volante barcelonista.

Até o meio do ano, a dupla de volantes titular era formada por Michel e Maicon. No entanto, com os problemas físicos do capitão, o jovem não tardou a conquistar definitivamente o seu espaço. Em contato com a bola a todo instante, Matheus Henrique é um dos pupilos de Portalupi, que sempre fez questão de puxá-lo das divisões de base desde o ano passado.

VERSATILIDADE MARCA PRECOCE CARREIRA DE GERSON E MATHEUS HENRIQUE

Matheus Henrique foi convocado para a Seleção na última Data FIFA (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Outra coincidência entre eles é a mudança de posicionamento nas quatro linhas. Gerson subiu da base para o profissional do Fluminense como um meia-atacante, autêntico camisa 10. Já na Europa, começou a ser recuado, até atuar como primeiro volante na Fiorentina. Matheus também era meia, mas jogava pelo lado direito. Quando passou a fazer a transição do sub-20 para o time A, foi posicionado na linha à frente da defesa.

Hoje não há questionamentos em cima de Gerson e Matheus Henrique, titulares incontestáveis de Flamengo e Grêmio. Se perderam em presença de área (Gerson tem dois gols em 2019; Matheus, um), ganharam em volúpia por todo o meio-campo. E essa característica será fundamental para Rubro-Negro ou Tricolor Gaúcho nos 90 minutos no Maracanã.

Lance!
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