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Fura o bloqueio! Diante de times retrancados, Fla tem tido dificuldade

Técnico Paulo César Carpegiani explicou mudanças no decorrer da semifinal contra o Fluminense e ressaltou que adversário atuou com muitos jogadores atrás

23 mar 2018
06h20
atualizado às 09h59
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A eliminação na semifinal Taça Rio, após o empate com o Fluminense, evidenciou um problema que o Flamengo tem enfrentado neste ano: dificuldade em criar oportunidades quando o adversário joga mais, digamos, retrancado. Apesar de atuar com uma linha de quatro jogadores no meio de campo - Lucas Paquetá, Everton, Diego e Everton Ribeiro - o time rubro-negro não consegue fazer jogadas mais agudas, em direção ao gol. Contra o Tricolor, na última quinta-feira, até teve mais posse de bola em certo momentos e trocou bem os passes, mas Júlio César pouco trabalhou - pegou uma bola de Dourado no primeiro tempo e uma de Jonas no segundo, antes do "tudo ou nada" em busca da igualdade no marcado feita pelo time de Carpegiani.

Com uma equipe meio "truncada" no meio de campo, Dourado fica quase que esquecido na frente, e pressionado a acertar as poucas chances que tem. Contra o Flu, foram duas, ambas desperdiçadas. Acabou vaiado pela torcida quando foi substituído.

Lucas Paquetá foi um dos mais marcados no clássico (Reginaldo Pimenta / Raw Image)
Lucas Paquetá foi um dos mais marcados no clássico (Reginaldo Pimenta / Raw Image)
Foto: LANCE!

Na base do improviso, Everton Ribeiro caiu para a lateral esquerda, deixando a ala para Vincius Júnior, que entrou no intervalo. Paquetá passou a atuar mais pela direita. Desta maneira, o time conseguiu criar um pouco mais, mas, por outro lado, deixava espaços e permitia que o Fluminense explorasse a velocidade. Passou, então, a atuar em uma corda bamba: quase chegava ao empate, porém, no lance, seguinte, quase via o adversário ampliar.

No "abafa", conseguiu o empate, mas não foi o suficiente para sair de campo com a vaga para a final do segundo turno do Campeonato Carioca.

Carpegiani analisou as mudanças na atuação rubro-negra durante o confronto e explicou a entrada de Vincius Júnior pela ala esquerda.

- Se for analisar, enfrentamos um time que tinha cinco (jogadores) atrás e mais os volantes. (Time deles) Resguardou bem. Tem de esperar, tocar a bola, esperar o momento de fazer o lance final. Quando se tem esse enfrentamento contra um time que joga com o regulamento debaixo do braço, fica mais difícil ainda. Messi só tem um só, jogador que decida em um lance individual. O Vinicius entrou para fazer a diferença, com o Paquetá no meio. Precisávamos fazer essa junção. Conseguimos a pressão, tentamos de todas as formas, mas o goleiro fez defesas espetaculares - disse.

LANCE!

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