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Diego Hypolito revela assédios no início da carreira

Medalhista olímpico relembra violências regulares no início da carreira, quando atuava pelo Flamengo, com cunho sexual e de intimidação. E complementa que técnicos sabiam

30 abr 2018
23h50
atualizado em 1/5/2018 às 14h54
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Após o Fantástico apresentar reportagem sobre o técnico Fernando de Carvalho Lopes, o medalhista olímpico Diego Hypolito, de 31 anos, fez uma revelação chocante. Em entrevista à TV Globo, ele afirmou ter sido vítima de bullying quando ainda era criança e treinava no Flamengo, no Rio de Janeiro.

Diego Hypolito revela que sofreu assédios na infância (Foto: Ben STANSALL / AFP)
Diego Hypolito revela que sofreu assédios na infância (Foto: Ben STANSALL / AFP)
Foto: LANCE!

De acordo com Hypolito, esses tipos de agressões eram constantes, e tinham o consentimento dos treinadores. Nos abusos, atletas mais velhos e os técnicos forçavam os ginastas mais jovens a "pagar castigos", como pegar uma pilha com o ânus. Ele afirmou que esse tipo de humilhação era frequente e acontecia inclusive durante a disputa de campeonatos.

- Quando eu vi a matéria hoje, no Globo Esporte, foi a primeira vez que eu tive coragem de contar pra minha mãe que eles me faziam ficar pelado, e pegar com o ânus uma pilha colocando uma pasta de dente em cima e a questão da humilhação. E, neste dia, quando aconteceu isso, eu tive ataque epilético e, depois, por ter tido o ataque epilético, eu não consegui fazer a prova toda (...) Depois a gente tinha de colocar ainda com o ânus, não podia ajudar com a mão, você tinha de se agachar, pegar a pilha com o ânus e depois deixar dentro de um tênis, num buraquinho de um tênis. E, depois, (...) se a pilha caísse fora, você tinha de voltar e fazer a prova de novo. Eu fiquei muito nervoso com a situação acontecendo, me deu desespero - afirmou Hypolito.

Ainda de acordo com o atleta, técnicos e os ginastas mais velhos colocavam os garotos dentro de equipamentos de ginástica de madeira, que servem para os atletas treinarem saltos, em um ambiente escuro e asfixiante.

- Quando acontecia alguma coisa errada, pegavam a gente e colocavam dentro da caixa de plinto e jogavam magnésio dentro, igual a um caixão. Hoje eu tenho problema pra entrar em avião, que é fechado, elevador, que é fechado. Não consigo entrar em túnel, que eu tenho medo. São todos reflexos do que eu vivi quando eu era criança e que eu jamais imaginei - disse o medalhista.

Diego relatou que nunca tinha comentado sobre esses abusos para seus pais, mas resolveu contar por causa da reportagem sobre o técnico Fernando de Carvalho Lopes, que está com 42 acusações de ginastas sobre supostos assédios do mesmo.

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