Árabes não respondem e decisão sobre futuro de Denilson é adiada
Nesta terça-feira, o Al Wahda, clube dos Emirados Árabes Unidos, não respondou à carta enviada pelo São Paulo com as condições para vender o volante Denilson e a decisão sobre o futuro do jogador precisou ser adiada. A diretoria do Tricolor aceita receber 3, 1 milhões (cerca de R$ 10,7 milhões) para liberar o atleta. Uma resposta dos árabes deve acontecer nesta quarta-feira, mas não concluirá as negociações.
Isso porque ainda faltará o acerto com Denilson, que está reticente em se transferir para um país desconhecido e com pouca expressão no futebol. A primeira oferta salarial feita pelo Al Wahd foi rejeitada pelo jogador. O volante considerou os valores pouco acima do que recebe no Brasil para mudar de país. Uma pessoa ligada a a Denilson disse também que ele não gostou dos novos termos que lhe foram sinalizados.
Quem conduz as negociações por parte do jogador e passa as informações dos árabes ao São Paulo é Andre Cury, representante de Denilson. Cury assegura que só passará a negociar salários com o volante quando os clubes se acertarem.
A conversa que teve com o técnico Juan Carlos Osorio também pesou. O colombiano disse que conta com ele para a sequência da temporada, principalmente após a venda de Rodrigo Caio para o Valencia (ESP). Denilson ficou honrado com a postura do treinador, mas ainda não descartou uma possível saída. Mesmo porque caso aceite pagar o valor pretendido pelo São Paulo, o Al Wahda também subirá a oferta salarial.
Dos 3,1 milhões de euros da possível transação, o São Paulo teria direito a 40%, parte dos direitos econômicos que possui sobre o atleta. Isso daria algo em torno de 1,3 milhão de euros (cerca de R$ 4,5 milhões). Outros 50% pertencem a investidores e 10% ao atleta.
Denilson tem contrato até dezembro de 2017 com o São Paulo e tem sido titular do time nos últimos jogos. Menos no último, pois pediu dispensa e não encarou o Chapecoense, no último sábado, em Chapecó, na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense.