Justiça do DF rejeita recurso de Bruno Henrique e mantém ação por estelionato
Desembargadores mantêm andamento do processo que investiga suposta manipulação de apostas esportivas envolvendo o atacante do Flamengo
A Justiça do Distrito Federal rejeitou um recurso apresentado por Bruno Henrique e outros investigados no caso que apura uma suposta manipulação de apostas esportivas. Com a decisão, a ação penal segue em andamento, mantendo o atacante do Flamengo como réu por estelionato e fraude em competição esportiva.
O julgamento foi realizado pela 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Por unanimidade, os desembargadores rejeitaram os embargos de declaração apresentados pelas defesas, que buscavam anular uma decisão anterior que havia permitido o recebimento da denúncia oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Cartão amarelo recebido por Bruno
A investigação tem como foco um cartão amarelo recebido por Bruno Henrique durante uma partida do Flamengo contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2023. Segundo a acusação, o lance teria sido utilizado para beneficiar apostas realizadas por pessoas ligadas ao jogador.
O atacante já havia se tornado réu por fraude esportiva em julho de 2025. Posteriormente, o Ministério Público recorreu para que ele também respondesse por estelionato, pedido que foi aceito pela Justiça em dezembro do mesmo ano. Além de Bruno Henrique, familiares e outras pessoas investigadas também passaram a responder ao processo.
Defesa rejeitada
Nos recursos analisados agora, as defesas argumentavam que faltaria a chamada representação formal das vítimas, requisito previsto em determinados casos de estelionato. A tese, no entanto, foi rejeitada pelos desembargadores, que decidiram manter o prosseguimento da ação penal.
A decisão não representa uma condenação. O processo continua em tramitação e ainda passará por novas etapas antes de um eventual julgamento de mérito. Enquanto isso, Bruno Henrique segue exercendo normalmente suas atividades profissionais pelo Flamengo e mantém o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
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