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Wallace Santos conquista ouro no arremesso de peso com recorde mundial na Paralimpíada

Além da vitória na classe F55, Brasil teve outra medalha na modalidade: o bronze de João Victor Teixeira na classe F37

27 ago 2021 - 09h42
(atualizado às 10h14)
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O arremesso de peso completou muito bem o dia do Brasil no atletismo da Paralimpíada. Wallace Santos conquistou a medalha de ouro, com direito a recorde mundial da classe F55, para quem tem lesão na coluna e compete em cadeira de rodas (o F é de field, ou seja, uma disputa de campo e não de pista). Além dele, João Victor Teixeira ficou em terceiro no arremesso de peso classe F37 (atletas com paralisia cerebral, que conseguem andar) com o bronze.

Wallace Santos marcou 12,63m no quinto e último arremesso, quando quebrou o recorde. Outras marcas dele já seriam suficientes para o ouro: 12,45m e 12,46m. A prata ficou com Ruzhdi Ruzhdi (12,23m), da Bulgária, e o bronze foi para Lech Stoltman (12,15m), da Polônia. O segundo colocado era dono do recorde.

João Victor Teixeira conquistou a medalha com um arremesso de 14.45m. Ouro para Albert Khinchagov (RUS), com 15.78m, e prata para Ahmed Ben Moslah (TUN), com 14.50m. Na prova, Emanoel Victor, outro brasileiro na final, ficou em 7º, uma marca também bastante expressiva.

Ao SporTV, assim que acabou a prova, João Victor celebrou ter feito a melhor marca da carreira, destacando que havia treinado pouco tempo antes da Paralimpíada por causa de uma lesão no joelho que o incomodava. Ainda assim, conseguiu um ótimo desempenho.

Wallace Santos atravessou momentos complicados antes de competir em Tóquio. A treinadora do brasileiro morreu vítima da covid-19 e Wallace teve momentos declarados de depressão. Foi barra para ele. Com novo treinador, conseguiu garantir a classificação e chegar bem a Tóquio, no trabalho que agora terminou consagrado com o pódio.

Quem é ele

Atleta do Rio de Janeiro, Wallace ficou paraplégico em uma acidente de trabalho, em uma companhia de ônibus. Foi em 2007. Ele estava embaixo de um dos veículos quando o macaco hidráulico não suportou o peso e o ônibus caiu sobre ele. Resultado do acidente: fratura em uma vértebra da coluna lombar.

Wallace conheceu o esporte paralímpico em 2013 apenas, através de um projeto social, que tinha no atleta Jonas Licurgo seu grande nome. O atleta, então líder do ranking mundial no lançamento de dardo, emprestou sua cadeira para Wallace treinar. Começou assim. Em 2016, teve sua primeira convocação para a seleção e disputou os Jogos Paralímpicos do Rio.

Estadão
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