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Gabriel Medina critica COB por vetar ida de Yasmin Brunet à Olimpíada

Surfista reclama que entidade está dificultando a presença da modelo na delegação que vai ao Japão. Comitê afirma seguir as regras e reforça permissão somente de pessoas técnicas

16 jun 2021 19h50
| atualizado às 19h52
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O bicampeão mundial de surfe Gabriel Medina criticou o Comitê Olímpico do Brasil (COB) por não autorizar a presença de sua esposa, Yasmin Brunet, na delegação que vai aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em julho. Em entrevista à CNN Brasil, o paulista afirmou que a entidade está "dificultando" a ida da modelo. Ela o acompanha em todas as etapas do Circuito Mundial da WSL.

Gabriel Medina e Yasmin Brunet se casaram no final de 2020 (Foto: Reprodução/Instagram)
Gabriel Medina e Yasmin Brunet se casaram no final de 2020 (Foto: Reprodução/Instagram)
Foto: Lance!

- Questionei o COB se posso levar a Yasmin, eles falaram que ela não tem nada a ver com o surfe, que ela não poderia ajudar a delegação. Mas e o marido da Tati (Tatiana Weston-Webb)? Ele surfa, participou do Circuito Mundial. Estou só questionando por que eu não posso levar. São as pessoas que me ajudam. Não é porque é melhor, é porque são pessoas que estão no meu dia a dia. Acho certo eles levarem o time deles, só que eu não sei qual a dificuldade de eu levar o meu time. Eu vou ter que viajar sozinho? Por que só comigo, sabe? - questionou Medina.

O surfista argumenta que os atletas foram autorizados a levarem dois membros de comissão técnica ao Japão, mas Yasmin não tem qualquer ligação com o surfe.

- A gente pode levar para o Japão duas pessoas dentro da comissão, e cada atleta está levando o seu pessoal. O Ítalo (Ferreira) está levando um amigo que o ajuda, e comigo estão dificultando. Minha vida mudou, eu tinha outro coaching, outra estrutura, duas pessoas que não trabalham mais comigo, e não me deram a confirmação se vou poder levar meu atual coaching - completou.

O COB informou que "há uma limitação de credenciais para as delegações, e a política do COB é de que os oficiais tenham funções estritamente técnicas". A entidade explicou que, "em virtude desta limitação, cada atleta do surfe terá acompanhamento de um profissional da área técnica com experiência comprovada".

O Comitê também lembrou que, em decorrência da pandemia, teve de cancelar o programa "Familiares e Amigos", pelo qual o comitê daria todo o suporte para que os competidores pudessem receber as pessoas mais próximas na cidade sede dos Jogos. O Japão impôs restrições a todos os países participantes, impedindo inclusive a entrada de familiares, amigos, fãs e turistas no país durante o período dos Jogos, que também devem ocorrer sem público.

Campeão mundial em 2014 e 2018, Medina é o atual líder Circuito Mundial e uma das grandes esperanças de medalha nos Jogos de Tóquio. Será a estreia do surfe no programa olímpico.

Lance!
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