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Djokovic é surpreendido de novo, e Carreño Busta leva bronze

Espanhol bate sérvio por 2 sets a 1 na decisão do 3º lugar do tênis em Tóquio e impede o rival de ganhar sua 2ª medalha olímpica na carreira

31 jul 2021 06h16
| atualizado em 2/8/2021 às 15h21
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Sem esconder o abatimento depois de ter sido surpreendentemente eliminado pelo alemão Alexander Zverev na semifinal disputada na última sexta-feira, Novak Djokovic mais uma vez não conseguiu confirmar favoritismo, foi derrotado pelo espanhol Pablo Carreño Busta por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 6/7 (6/8) e 6/3, em jogo encerrado no início da manhã deste sábado (pelo horário de Brasília), e viu o seu adversário faturar a medalha de bronze do tênis masculino de simples nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Carreño Busta se deita no chão para comemorar o histórico bronze olímpico para a sua carreira
Carreño Busta se deita no chão para comemorar o histórico bronze olímpico para a sua carreira
Foto: Robert Deutsch-USA TODAY Sports/Reuters

Atuando diante de um adversário visivelmente desmotivado, Carreño Busta soube aproveitar o fato desde o início para pressionar o saque do sérvio e converter um dos três break points cedidos pelo rival no primeiro set para abrir vantagem e depois confirmar todos os seus serviços para fechar a parcial.

No décimo game do primeiro set, o espanhol ainda chegou a salvar dois break points depois de o líder do ranking mundial abrir 40/15 no saque do seu oponente. E, com mais dois pontos seguidos, Carreño Busta aplicou um 6/4 para ficar um pouco mais próximo do bronze. O sérvio, por sinal, desperdiçou cinco oportunidades de quebrar o serviço do rival neste set inicial.

Djokovic havia dito na última sexta-feira que amargava um sentimento "terrível em todos os sentidos" pela derrota sofrida nas semifinais. E esse abatimento ficou claro neste sábado. Com um semblante fechado e sem exibir vibração dentro de quadra, ele não conseguia mostrar qualquer motivação ou vibração nos pontos que venceu apesar de estar disputando por uma medalha de bronze olímpica.

Mesmo assim, Djokovic conseguiu ganhar o segundo set. Depois de os dois tenistas confirmarem todos os seus saques, a disputa da parcial foi para o tie-break, desempate em que o sérvio chegou a abrir 4 a 1, mas depois viu o espanhol reagir, virar e ter um match point quando ficou em vantagem de 6 a 5. Porém, o favorito fez três pontos seguidos e ganhou por 8/6 para empatar o confronto.

Entretanto, o que se desenhava como uma possível virada ficou apenas na ameaça. Ainda instável emocionalmente, o número 1 do mundo voltou a não conseguir se impor diante do atual 11º colocado do ranking da ATP, que neste sábado conquistou apenas a sua segunda vitória em seis confrontos com o sérvio no circuito profissional.

No início do terceiro set, o sérvio chegou a ter um break point, mas não conseguiu aproveitá-lo e viu o espanhol confirmar o seu saque. Em seguida, Carreño Busta foi feliz em uma chance de quebra cedida pelo seu rival, fez 2 a 0 e viu o seu oponente, inconformado, chegar a jogar a sua raquete nas arquibancadas. E o número 1 do mundo voltou a se descontrolar após o seu rival abrir 3/0 com o saque  na mão. Furioso, bateu com a sua raquete no chão e a quebrou antes do início do quarto game da parcial.

Depois disso, Carreño Busta seguiu atuando de forma sólida, confirmou todos os seus serviços e fechou o terceiro set em 6/3 para assegurar o bronze olímpico para a Espanha. Djokovic ainda chegou a salvar quatro match points no nono game da parcial, mas, na quinta oportunidade que teve de liquidar o duelo, o  espanhol enfim assegurou o triunfo histórico para a sua carreira em Tóquio.

Emocionado, o agora medalhista de bronze ganhou um abraço de felicitações de Djokovic no cumprimento após o fim do jogo e depois chorou muito pela conquista do pódio olímpico. Na disputa do ouro masculino de simples, programada para ocorrer neste domingo, Alexander Zverev vai enfrentar o russo Karen Kachanov, que nas semifinais de sexta-feira derrotou Carreño Busta com uma vitória por 2 a 0.

Terceira decepção consecutiva em Tóquio

A derrota para Carreño Busta na decisão do bronze foi a terceira decepção consecutiva amargada por Djokovic na capital japonesa, pois, após a eliminação diante de Zverez na semifinal da chave de simples masculina, ele também caiu na mesma fase na última sexta-feira no torneio de duplas mistas. Nesta disputa, por sinal, o sérvio terá, em duelo programado para ocorrer ainda neste sábado no Japão, a sua última chance de sair desta Olimpíada com uma medalha - ao lado da compatriota Nina Stojanovic, ele enfrentará os australianos John Peers e Ashleigh Barty em nova luta pelo bronze.

Antes de competir em Tóquio, Djokovic conquistou um bronze olímpico nos Jogos de Pequim-2008. Quatro anos mais tarde, ele foi derrotado pelo argentino Juan Martín del Potro na decisão do terceiro lugar da chave de simples masculina na Olimpíada de Londres. E o mesmo Del Potro foi o algoz do atual número 1 do mundo nos Jogos do Rio-2016, quando despachou o sérvio ainda na partida de estreia na competição.

Sem bronze individual em Tóquio e sem Golden Slam

Sem sequer conseguir o bronze para o qual também era favorito neste sábado, o líder do ranking da ATP esperava conquistar na capital japonesa, além de um inédito ouro, o chamado Golden Slam nesta temporada do tênis. Isso é um feito que significa ganhar na mesma temporada os quatro títulos do Grand Slam e ainda o título olímpico. Neste ano, ele foi campeão do Aberto da Austrália, de Roland Garros e de Wimbledon. E, se faturasse a medalha dourada em Tóquio, poderia buscar o raríssimo Golden Slam no US Open, torneio que será realizado entre os dias 30 de agosto e 12 de setembro, em Nova York.

Até hoje, a única pessoa, entre homens e mulheres, a conquistar este feito histórico no tênis foi a alemã Steffi Graf, que em 1988 faturou os quatro títulos do Grand Slam e ainda amealhou o ouro olímpico no torneio de simples feminino nos Jogos de Seul.

Sem ter chance de repetir este feito da ex-tenista da Alemanha após a derrota sofrida na última sexta-feira para Zverev, Djokovic havia chegado em Tóquio como favorito disparado ao ouro, fato que ficou mais evidente depois que o espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer desistiram de disputar os Jogos Olímpicos por qiuestões físicas. Na edição passada de Wimbledon, por sua vez, o sérvio igualou o recorde de 20 troféus de Grand Slam, que também é ostentado justamente por Nadal e Federer.

 

Fonte: Equipe portal
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