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Jogos de Paris

COI diz que proibição à Rússia não pode ser comparada à situação de Israel

3 nov 2023 - 10h28
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A tentativa da Rússia de comparar a suspensão do comitê olímpico do país com a situação dos atletas israelenses após o início do conflito entre Israel e o Hamas foi descabida, disse o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse na quinta-feira que o COI estava se alinhando com as decisões políticas ocidentais depois que o órgão olímpico afirmou que qualquer discriminação contra atletas nos Jogos Olímpicos seria tratada rapidamente porque eles não são responsáveis pelas decisões de seus governos.

O COI estava respondendo a uma pergunta sobre a participação de atletas israelenses nos Jogos Olímpicos de Paris no próximo ano e a possível recusa de atletas de outros países em competir contra eles devido ao conflito em andamento.

Lavrov chamou a declaração do COI de "vergonhosa", dizendo que ela "prova seu viés político".

"Essa situação (russa) é única e não pode ser comparada a nenhuma outra guerra ou conflito no mundo, porque as medidas tomadas e as recomendações feitas pelo COI são uma consequência da invasão da Ucrânia pelo Exército russo durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Pequim 2022", disse um porta-voz do COI.

O COI não havia banido o Comitê Olímpico Russo até o mês passado, depois que a entidade do país reconheceu organizações regionais de quatro territórios anexados da Ucrânia.

O COI disse em 12 de outubro que o comitê russo seria banido com efeito imediato depois de reconhecer os Conselhos Olímpicos das regiões de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia.

"Isso constitui uma violação da Carta Olímpica porque viola a integridade territorial do Comitê Olímpico Nacional da Ucrânia, conforme reconhecido pelo COI de acordo com a Carta Olímpica", disse o porta-voz do COI.

Lavrov disse na quinta-feira que o COI estava apenas se curvando às potências ocidentais quando disse que o comportamento discriminatório seria punido na Olimpíada.

"Isso, é claro, é ultrajante", disse Lavrov. "Mais uma vez, vemos um exemplo da parcialidade e do fracasso do Comitê Olímpico Internacional, que, vez após vez, prova sua parcialidade política."

A decisão sobre se os atletas russos poderão participar da Olimpíada de Paris como neutros, sem bandeira ou hino, ainda não foi tomada, mas o COI tem dito repetidamente que não punirá os atletas por decisões governamentais.

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