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Movidos pela superação: da lesão à consagração

Movidos pela paixão do esporte e pela vontade de ganhar, Ronaldinho, Lars Grael e Anderson Silva mostram que com determinação se vai longe

15 ago 2016 - 08h00

A vida de todo atleta é marcada por altos e baixos, determinação e, em alguns casos, algumas lesões aqui e ali. Para alcançar as marcas conquistadas, todos eles precisaram se superar em algum momento. Mas as grandes lições, aquelas que acontecem aos olhos de todos, são as que vêm depois de graves contusões.

Um drible insustentável, um chute errado, uma fatalidade... O Terra apresenta a história de superação de três grandes atletas brasileiros que tinham tudo para encerrar a carreira, mas, ao invés disso, juntaram forças e transformaram todas as expectativas contrárias em vitórias.

Com vocês, Ronaldinho Fenômeno, Lars Grael e Anderson “Spider” Silva.

1. Ronaldo Nazário

Três vezes eleitos Melhor Jogador do Mundo pela FIFA (1996, 1997 e 2002), Ronaldo é detentor de diversos títulos e protagonizou a vitória da Seleção Brasileira em duas das quatro Copas do Mundo de que participou (1994 e 2002)
Três vezes eleitos Melhor Jogador do Mundo pela FIFA (1996, 1997 e 2002), Ronaldo é detentor de diversos títulos e protagonizou a vitória da Seleção Brasileira em duas das quatro Copas do Mundo de que participou (1994 e 2002)
Foto: Facebook / Reprodução


Os amantes do futebol foram tomados de assalto na semifinal da Copa da Itália, em 12 de abril de 2000. O Fenômeno jogava no Inter de Milão, que perdia de 2 a 1 para o Lazio, depois de 143 dias fora dos gramados. Minutos depois de entrar em campo, tentou um drible em velocidade, mas ao colocar o pé no chão, a perna não sustentou o corpo e o atleta caiu. O tendão patelar de seu joelho direito havia se rompido pela segunda vez. A imagem comoveu o mundo. Ronaldo saiu de lá direto para o hospital, onde foi operado na mesma noite. A desconfiança, incerteza e o medo de não poder mais retornar aos gramados se seguiram durante os 16 meses de tratamento e recuperação. Foi preciso se superar para ter a coragem de entrar em campo novamente. O atacante só voltou a jogar em 18 de agosto de 2001. Com o apoio do técnico Luiz Felipe Scolari, que o escalou para a Copa do Mundo de 2002, o jogador teve a chance de mostrar o mundo que ainda podia vencer batalhas e campeonatos. Só sossegou mesmo quando trouxe a taça do penta para casa.

2. Lars Grael

Dono de cinco medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze – essas últimas conquistadas em Jogos Olímpicos -, Lars Grael se tornou um expoente da categoria Star e hoje, além da vela, se dedica a palestras motivacionais
Dono de cinco medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze – essas últimas conquistadas em Jogos Olímpicos -, Lars Grael se tornou um expoente da categoria Star e hoje, além da vela, se dedica a palestras motivacionais
Foto: Facebook / Reprodução


As habilidades do velejador são reconhecidas em títulos e medalhas. Sua determinação, no entanto, foi posta a prova quando ele participava de uma regata em Vitória, no Espírito Santo, em 1998. A embarcação pilotada pelo empresário Carlos Guilherme de Abreu e Lima invadiu a área da competição e bateu no barco de Lars, que teve sua perna decepada pela hélice do veículo. O empresário sofreu diversas sanções e foi obrigado a pagar uma indenização e pensões ao iatista. Mas não havia dinheiro que pudesse ajuda-lo a enfrentar a recuperação que viria em seguida. No momento do acidente, Lars se preparava para buscar o ouro nas Olímpiadas de Sidney 2000. Sem saber se conseguiria voltar ao iatismo, precisou encontrar outra causa para viver. Um projeto social o impulsionou a lutar pelas causas do esporte e foi sua catapulta para retornar aos iates em 2006. Em 2009, depois de 11 anos afastado, Lars voltou a integrar a Equipe Permanente de Vela Olímpica, tornando se um expoente da categoria Star. Bicampeão da Bacardi Cup e hexacampeão brasileiro da classe, Lars “perde” apenas para o irmão, Torben, mas mostra diariamente que a superação é sim uma batalha árdua, mas possível.

3. Anderson “Spider” Silva

De um total de 42 lutas no cartel de artes marciais mistas, Anderson Silva venceu 33 delas, sendo 20 por nocaute. Sua rápida recuperação após a lesão surpreendeu a todos. Cinco meses depois, Spider já havia retornado aos treinos
De um total de 42 lutas no cartel de artes marciais mistas, Anderson Silva venceu 33 delas, sendo 20 por nocaute. Sua rápida recuperação após a lesão surpreendeu a todos. Cinco meses depois, Spider já havia retornado aos treinos
Foto: Facebook / Reprodução


Em dezembro 2013, os amantes do MMA foram surpreendidos com cenas ainda mais fortes do que as habituais. Enquanto lutava com Chris Weidman, uma revanche, Anderson Silva quebrou a perna esquerda ao aplicar um chute no adversário. Embora não tenha acontecido nenhum tipo de fratura exposta, a cena foi chocante e afastou o atleta da conquista do cinturão do UFC. Spider foi levado direto para o hospital, onde passou por uma cirurgia para reparar a lesão. Embora tenha sido um acidente bastante grave, que, inclusive, suscitou dúvidas sobre o retorno do lutador ao ringue, Anderson quebrou todas as expectativas, voltando a treinar apenas cinco meses depois do ocorrido. Resultado alcançado através de muito esforço, dedicação e garra.

 

Fonte: Terra
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