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Com dedicação e vontade, Xuxa mostrou que tudo é possível

Fernando Scherer, considerado um dos melhores nadadores do mundo, sofreu com lesões diversas. Como respondeu? Dando a volta por cima

19 ago 2016 - 14h00

O apelido soava engraçado: “Xuxa”. Nem por isso, Fernando de Queiroz Scherer, nascido em Florianópolis, Santa Catarina, em 1974, brigou contra o apelido dado pelos amigos, devido aos cabelos louros. O destaque dele era outro, nas águas. O esporte que o projetaria para o mundo, a natação, entrou na vida de Xuxa ainda criança, para tentar amenizar um problema respiratório.

Xuxa se especializou nas provas de 50 metros e 100 metros livre. Atualmente é comentarista esportivo em um canal de televisão
Xuxa se especializou nas provas de 50 metros e 100 metros livre. Atualmente é comentarista esportivo em um canal de televisão
Foto: Instagram / Reprodução


Realizou sua primeira competição com 14 anos e, desde então, não parou mais.

Xuxa se especializou nas provas de 50 metros e 100 metros livre e, aos 19 anos, foi eleito Atleta Revelação do Brasil ao conquistar a medalha de ouro na prova de 100 metros livre da primeira edição do Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta, realizado na cidade de Palma de Mallorca, na Espanha.

Em 1995, Xuxa foi o primeiro atleta da natação com contrato assinado com um clube, no caso, o Flamengo. No mesmo ano, participou como iniciante dos Jogos Pan-Americanos, na Argentina, e tornou-se campeão dos 50 metros livre, além de ajudar o Brasil a ganhar duas medalhas de prata em provas de revezamento.

Por esses feitos, foi considerado o Esportista Brasileiro do Ano pelo Comitê Olímpico do Brasil.

Mostrando que estava só começando, o nadador conquistou a medalha de bronze na sua estreia olímpica nos 50 metros livres nos Jogos de Atlanta, em 1996.

As primeiras lesões

No entanto, o ano seguinte o pegou desprevenido  – problemas no ombro esquerdo e nos dois joelhos fizeram com que, após as Olimpíadas, Scherer “tirasse férias” por seis meses.

O nadador conquistou a medalha de bronze na sua estreia olímpica nos 50 metros livres nos Jogos de Atlanta, em 1996
O nadador conquistou a medalha de bronze na sua estreia olímpica nos 50 metros livres nos Jogos de Atlanta, em 1996
Foto: Instagram / Reprodução


Foram dias de franca recuperação, fisioterapia, treinos e muita dedicação. A “colheita” dessa plantação veio em 1998, quando Xuxa quebrou o recorde sul-americano dos 50 metros livres e dos 100 metros borboleta.

Com isso, recebeu o título de Melhor do Mundo pela revista Swimworld, de Melhor Atleta Brasileiro, pelo Comitê Olímpico do Brasil, e de Melhor Nadador do Mundo, pela Federação Internacional de Natação.

Queda e superação

Em 1999, foi o primeiro brasileiro a ganhar 4 ouros no mesmo Pan-Americano. No ano 2000, resolveu abdicar de todas as competições para se dedicar única e exclusivamente às Olimpíadas de Sydney.

Entretanto, um acidente na escada de sua casa lhe causou um rompimento parcial do ligamento do tornozelo direito. Mostrando força e comprometimento fora do comum, Xuxa não desistiu da competição e, mesmo quase sem bater a perna, ajudou a equipe brasileira a garantir a medalha de bronze no revezamento 4x100 metros livres.

Scherer se aposentou das piscinas em 2007, após deixar um legado de conquistas
Scherer se aposentou das piscinas em 2007, após deixar um legado de conquistas
Foto: Facebook / Reprodução


Aos 29 anos, o atleta participou de seu terceiro Pan-Americano, que aconteceu em Santo Domingo, República Dominicana, em 2003, ajudando a natação do Brasil a conseguir 21 medalhas, sendo duas de ouro: uma nos 50 metros livres e outra no revezamento 4x100 metros livres.

Após tantas conquistas, o nadador se aposentou das piscinas em 2007, mas continuou ativo com o programa Velocidade Bridgestone de Natação, que apoia crianças e adolescentes no desenvolvimento de saúde, disciplina, respeito e responsabilidade em competições, e também como empresário de atletas. 

Fonte: Terra
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