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Vôlei sentado treina forte em busca de medalhas para Brasil

8 set 2016 10h45
| atualizado às 10h48
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Quem imagina que o ritmo dos atletas de vôlei sentado, uma das modalidades paralímpicas mais badaladas na Rio 2016, é mais cadenciado e menos puxado que o do vôlei olímpico, por exemplo, pode levar um susto ao ver Seleções Brasileiras, masculina e feminina, em atividade. O grupo é bastante exigido e corresponde.

Seleção Brasileira de vôlei sentado treina para a disputa da Rio 2016
Seleção Brasileira de vôlei sentado treina para a disputa da Rio 2016
Foto: Divulgação/ABVP

“São atletas de ponta, de alto rendimento e que sabem que só com muito treinamento podem chegar ao pódio. Não tem moleza. A preparação foi intensa, de muito esforço e dedicação e estamos otimistas”, contou ao Terra o presidente da CBDV (Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes), Amauri Ribeiro, da geração de prata do vôlei do Brasil em 1984 (Los Angeles) e depois medalhista de ouro nos Jogos de Barcelona de 1992.

Tanto a Seleção dos homens quanto a das mulheres reúne atletas de perfis diferentes. São amputados, notadamente dos membros inferiores; acometidos de lesão na coluna vertical; alguns que sofrem de paralisia cerebral ou de alguma outra deficiência locomotora, como sequela de poliomielite. É comum encontrar no grupo vítimas de acidente de motocicleta.

Seleção Brasileira masculina de vôlei sentado ficou em segundo lugar em torneio na China, neste ano
Seleção Brasileira masculina de vôlei sentado ficou em segundo lugar em torneio na China, neste ano
Foto: Divulgação/ABVP

O vôlei sentado guarda semelhanças com o vôlei tradicional: são seis competidores de cada lado e cinco sets (quatro de 25 pontos e o tie-break de 15). Ganha quem fizer três sets. Uma diferença lógica é altura da rede (1,15m para o masculino e 1,05m para o feminino).

“Temos no Brasil 40 equipes de vôlei sentado e é do campeonato nacional que sai a nossa lista para a seleção. Isso vale para os dois gêneros, embora haja um menor número de clubes para as mulheres. Por questões óbvias, não temos nesse esporte categorias de base e nesse aspecto, de preparação dos atletas, não há como fazer comparações com o vôlei tradicional”, disse Amauri.

Seleção Brasileira feminina de vôlei sentado durante disputa de torneio na China, neste ano
Seleção Brasileira feminina de vôlei sentado durante disputa de torneio na China, neste ano
Foto: Divulgação/ABVP

De acordo com o campeão olímpico, alguns atletas da seleção conseguem viver do que recebem – bolsa-pódio, bolsa-atleta – de programas do governo federal. Outros, no entanto, têm uma atividade fora do esporte.

“Pra mim é cada vez mais evidente que o esporte é a melhor e mais rápida ferramenta para a reintegração desses atletas à sociedade. Eles dão a volta por cima e há um resgate da autoestima. É um trabalho gratificante.”

Fonte: Especial para Terra
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