Paes contesta TCU e diz que “tudo está dentro do preço”
Em visita as obras do Parque Olímpico, local que concentrará a maior parte dos Jogos Olímpico e Paralímpicos de 2016, prefeito diz que prestará contas, mas que não existe chance de descontrole em gastos
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, contestou nesta sexta-feira o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que aponta ingerência quanto a prazos e um possível descontrole quanto aos gastos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Atualmente, o orçamento do evento está em R$ 37,6 bilhões - divididos entre Comitê Organizador, construção de arenas e obras de legado.
"Veja bem, 75% dos gastos do Parque Olímpico são de responsabilidade da Prefeitura, sem nenhum tostão do governo federal, em uma parceria público-privada", disse, em visita as obras das instalações que concentrarão 16 modalidades, no total, dos Jogos Olímpicos, e ao enfatizar ainda que, segundo ele, o orçamento total inclui 57% de dinheiro privado, e 43% de verba pública.
"Então, aqui tem quatro equipamentos com o uso de verba do governo federal: handebol, tênis, aquático e velódromo, e todos estão controlados dentro do preço", disse ainda o prefeito, dizendo que "não desconfio, e não faço ideia" dos motivos que fizeram com o que o TCU apontasse tais problemas.
"Foram constatadas falhas e inconsistências na matriz, que prejudicam a transparência e o controle dos projetos. Com relação às obras das futuras instalações dos Jogos Olímpicos, o TCU verificou que os prazos para as conclusões são muito curtos", afirmou em um dos trechos do relatório o presidente do TCU, órgão responsável por fiscalizar o uso de verba pública federal, Aroldo Cedraz.
"Esta situação representa risco para realização do evento, além de possibilitar aumento nos custos, comprometimento da qualidade e da segurança dessas construções", completou ainda no texto. "A gente vai dar as explicações para o TCU, mas não há qualquer risco de aumento de custo ou de atraso de nenhum desses equipamentos", finalizou Paes.